*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um resgate do passado para repensar o futuro urbano da capital amazonense. A arquiteta Vivianne Nápoles apresentou, nas redes sociais, um projeto de revitalização do Porto de Manaus, que propõe reconectar a cidade à sua história, inspirado na Belle Époque, fase marcada pelo auge econômico local durante o ciclo da borracha. A proposta traz uma releitura visual do espaço, aliando organização urbana, valorização histórica e melhoria da qualidade de vida.
A proposta parte de um ponto central: o porto não deve ser apenas preservado, mas reimaginado como símbolo vivo da identidade manauara.
Conforme Vivianne, o local, com mais de um século de existência, foi porta de entrada da modernidade na capital amazonense. Foi ali que, durante o auge da borracha, Manaus se conectou com o mundo. Ao redor do porto, cresceu também a tradicional Feira da Banana, espaço marcado por décadas de comércio intenso, mas também por desafios urbanos como poluição visual, desorganização e conflitos de uso.
A proposta de revitalização não ignora essa história, pelo contrário, ela busca resgatar e reorganizar. Inspirado na arquitetura eclética da época áurea, o projeto aposta em um desenho mais limpo e harmônico, com a retirada de excessos visuais, reorganização da fiação e valorização da paisagem urbana.
Como elemento simbólico e turístico, o projeto inclui ainda a implantação de um bonde que percorre o Centro Histórico e a orla do porto, criando uma experiência que mistura transporte, cultura e memória. Mais do que um meio de locomoção, o bonde surge como uma forma de contar a história da cidade em movimento.
“Isso não é só uma obra, é Manaus se reencontrando com sua identidade”, escreveu a arquiteta na publicação.
