*Da Redação Dia a Dia Notícia
A ativista Marília Freire (PCdoB) foi anunciada como candidata à Câmara dos Deputados pelo Amazonas nas eleições de 2026, ao lado do vereador José Ricardo (PT), dentro da federação formada por PCdoB, PT e PV. O anúncio ocorreu, na terça-feira, 31, durante sessão especial em celebração aos 104 anos do partido, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).
“Nós vamos apresentar três nomes: Eron Bezerra para estadual, Marília Freire como candidatura prioritária para federal, e Zé Ricardo também para federal. A filiação de Marília é importante e comemorada nacionalmente”, destacou Evanovick.
Quanto aos demais candidatos, o presidente do partido informou que a definição será feita em reunião da Federação (PT, PCdoB e PV) marcada para quinta-feira, 2. “Até quinta-feira vamos consolidar a chapa de deputados federais. Estamos ouvindo alguns deputados estaduais que podem migrar para a Federação, mas só consolidaremos por consenso”, explicou.
Além disso, a federação deve decidir o apoio à chapa majoritária estadual, incluindo governador, vice e candidatos ao Senado, também na reunião do dia 2.
A comemoração dos 104 anos do PCdoB contou com a presença do deputado estadual Sinésio Campos (PT), da reitora da Universidade Federal do Amazonas, Tanara Lauschner, e do ex-deputado federal Marcelo Ramos.
Marcelo Ramos, cotado para disputar o Senado pelo PT, destacou em seu discurso a importância da união da federação para defender a democracia, os direitos humanos e o trabalho do Governo Federal, conduzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Nossa luta une todo o campo democrático do país, pela reeleição do presidente Lula e fortalecimento de bancadas importantes na Câmara, no Senado e na Assembleia Legislativa”, afirmou.
A ativista em defesa das mulheres, da infância e dos direitos humanos, Marília Freire, se filiou ao Partido Comunista do Brasil, nessa terça-feira,31, a pré-candidata à Câmara Federal, Marília afirmou que a filiação representa um compromisso com a construção coletiva. A aposta não é apenas disputar uma vaga, mas tensionar o próprio sentido da representação política no estado, ampliando vozes e enfrentando desigualdades históricas. Segundo ela, a política também precisa ser ocupada por mulheres negras, mães, trabalhadoras e lideranças que emergem das bases.
“Essa decisão nasce de uma construção coletiva e de uma trajetória que vem das bases. Não é só sobre disputar uma vaga, é sobre garantir que mais mulheres, especialmente mulheres negras, mães e trabalhadoras, estejam nos espaços de decisão e possam transformar a política a partir da sua realidade”, afirma.
