*Laura Silvestre – Especial de Boa Vista/ Roraima para o Dia a Dia Notícia
O vice-governador Edilson Damião (União Brasil) assumiu o comando do Governo de Roraima no dia 27 de março de 2026, após a renúncia do então governador Antonio Denarium (Progressistas), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano. A posse foi oficializada em sessão da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) e mantém o mesmo grupo político à frente do Executivo em um momento em que começam a ganhar ritmo as movimentações eleitorais no estado.
A substituição segue a regra constitucional que prevê a posse automática do vice em caso de renúncia do titular. No caso de Denarium, a saída ocorre dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral, o que garante sua participação na disputa deste ano.

Engenheiro civil, Edilson Damião construiu carreira na área de infraestrutura e ganhou espaço na gestão pública ao comandar a Secretaria de Infraestrutura do estado. Ele foi eleito vice-governador em 2022 na chapa de Denarium e, desde então, já participava das principais decisões do governo. No primeiro discurso como governador, reforçou a ideia de manter a linha adotada até aqui, mas com ajustes:
“Toda transição exige responsabilidade. Nesses últimos sete anos, vimos o desenvolvimento do Estado nas áreas social e de infraestrutura. Agora, tenho a missão de dar continuidade e aprimorar tudo o que foi construído em Roraima”, afirmou.
Continuidade administrativa e base política
Na Assembleia Legislativa de Roraima, o novo governador assume com a base construída ao longo da gestão anterior. A Casa Legislativa possui 24 deputados estaduais e é presidida por Soldado Sampaio (Republicanos), que, durante a posse, destacou a continuidade institucional e a parceria entre os Poderes:
“O que esta Casa defende é a continuidade dos serviços públicos, com melhorias para a população”.

Entre os parlamentares que compõem a Assembleia Legislativa de Roraima estão Angela Águida Portella (Progressistas), Armando Neto (Partido Liberal), Aurelina Medeiros (União Brasil), Catarina Guerra (União Brasil), Chico Mozart (Progressistas), Coronel Chagas (União Brasil), Dr. Cláudio Cirurgião (União Brasil), Dr. Meton (Movimento Democrático Brasileiro), Éder Lourinho (Partido Social Democrático), Gabriel Picanço (União Brasil), Idazio da Perfil (União Brasil), Isamar Júnior (União Brasil), Joilma Teodora (União Brasil), Jorge Everton (União Brasil), Lucas Souza (Partido Liberal), Marcelo Cabral (União Brasil), Marcinho Belota (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), Marcos Jorge (Republicanos), Neto Loureiro (Partido da Mulher Brasileira), Odilon (União Brasil), Rárison Barbosa (Partido da Mulher Brasileira), Renato Silva (Podemos), Soldado Sampaio (Republicanos) e Tayla Peres (Republicanos).
Parte desses parlamentares passou por mudança partidária recente e hoje integra o mesmo partido do governador. Durante a janela partidária de março de 2026, deputados estaduais deixaram suas siglas de origem e se filiaram ao União Brasil, partido que passou a ser presidido em Roraima por Edilson Damião após assumir o governo. Entre os parlamentares que migraram de legenda e passaram a ser considerados aliados políticos do governador estão:
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Aurelina Medeiros — deixou o Progressistas (PP) e se filiou ao União Brasil
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Coronel Chagas — deixou o PRTB e se filiou ao União Brasil
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Gabriel Picanço — deixou o Republicanos e se filiou ao União Brasil
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Idazio da Perfil — deixou o MDB e se filiou ao União Brasil
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Isamar Júnior — deixou o Podemos e se filiou ao União Brasil
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Joilma Teodora — deixou o Podemos e se filiou ao União Brasil
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Marcelo Cabral — deixou o Cidadania e se filiou ao União Brasil
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Odilon — deixou o Podemos e se filiou ao União Brasil
O partido também já contava na Assembleia com os deputados Catarina Guerra e Dr. Cláudio Cirurgião. Com isso, a sigla passou a reunir 10 dos 24 deputados estaduais, ampliando sua presença política na Casa.
Diretório estadual do União Brasil
Além da Assembleia, o novo governador também começa a se movimentar com mais peso dentro do próprio partido. Recém-empossado no governo, Damião também assumiu oficialmente a presidência estadual do União Brasil em um evento partidário realizado em Boa Vista, que reuniu lideranças locais e nacionais da sigla.
Durante o encontro, o partido formalizou novas filiações de parlamentares e reforçou sua estratégia para as próximas eleições. A legenda também confirmou que disputará as eleições pelos próximos quatro anos em federação com o Progressistas, formando a chamada União Progressista, que atuará de forma conjunta nas eleições e nas casas legislativas.
Com as novas articulações, a aliança amplia sua presença política no estado e busca consolidar uma das maiores bases partidárias de Roraima em número de mandatários, movimento que reforça o peso do grupo nas negociações para 2026.
No plano federal, nomes como o deputado Pastor Diniz aparecem como aliados e ajudam a dar sustentação ao grupo.
CMBV
Na capital, Boa Vista, a Câmara Municipal também entra nesse desenho político. A Casa reúne vereadores de partidos como MDB, PP, União Brasil e PL, siglas que, em grande parte, dialogam com o governo estadual. Assim como ocorre na Assembleia, não existe uma bancada formalmente declarada de apoio ao governador, e o alinhamento é construído no dia a dia.
A saída de Denarium também reposiciona a disputa pelo Senado Federal, considerada uma das mais relevantes em Roraima neste ciclo eleitoral. Ao mesmo tempo, a chegada de Damião ao comando do estado o coloca no radar para a eleição ao governo, com possibilidade de buscar a reeleição em 2026.
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