A mobilização ocorreu após um pronunciamento transmitido na televisão estatal, no qual Mojtaba Khamenei convocou a população a se reunir em apoio à causa palestina. O evento contou com a presença de autoridades do governo iraniano, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian. Durante o ato, autoridades iranianas agradeceram a participação popular. Segundo a agência semioficial Tasnim, o presidente afirmou que a presença dos manifestantes representava uma resposta ao chamado do líder supremo.
Ataques e retaliações
Desde o primeiro ataque, realizado no último dia 28, os Estados Unidos afirmam ter destruído diversas estruturas militares iranianas, incluindo navios, sistemas de defesa aérea e aeronaves. Em resposta, Teerã realizou ataques contra alvos que afirma estarem ligados a interesses norte-americanos e israelenses em países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
Segundo a organização Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início do conflito. A Casa Branca, por sua vez, informou que ao menos sete militares norte-americanos morreram em ataques relacionados à ofensiva iraniana.
Novo líder
O confronto também se estendeu ao Líbano, onde o grupo armado Hezbollah, aliado do Irã, lançou ataques contra o território israelense em resposta à morte de Ali Khamenei. Israel passou a realizar bombardeios contra posições do grupo no país vizinho, o que já resultou em centenas de mortos.
Após a morte da liderança iraniana, um conselho do regime escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão e afirmou que a escolha de Mojtaba para o cargo representa um “grande erro”, defendendo que o processo deveria envolver participação internacional.