Manaus, quarta-feira 8 de abril de 2026
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Deputada Erika Hilton denuncia Ratinho ao MP-SP por falas consideradas transfóbicas

Foto: Divulgação

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou, nesta quinta-feira, 12, um pedido de investigação no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador Ratinho, após declarações feitas por ele durante seu programa exibido nessa quarta-feira, 11, no SBT. As falas ocorreram após a nomeação da parlamentar para presidir a Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil. As informações foram divulgadas pelo jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Durante o programa, Ratinho questionou a nomeação da deputada e afirmou que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero. Em um dos trechos, ele declarou: “Ela não é mulher, ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher”.

Ainda na mesma fala, o apresentador também mencionou a cantora Pabllo Vittar, ao comentar sobre identidade de gênero.

“Ela tem saco, gente. Mulher não tem saco”, afirmou.

As declarações repercutiram nas redes sociais e geraram críticas de parlamentares e internautas.

Pedido de investigação no Ministério Público

Após a repercussão, Erika Hilton protocolou uma representação no MP-SP, pedindo a abertura de inquérito policial para investigar as declarações.

A solicitação foi registrada no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP. Segundo a parlamentar, as falas de Ratinho negam sua identidade de gênero e extrapolam o campo do debate político.

Na representação, a deputada argumenta que as declarações foram feitas em rede nacional e posteriormente disseminadas nas redes sociais, o que ampliou o alcance das mensagens e potencializou seus efeitos discriminatórios.

O pedido também inclui a responsabilização criminal do apresentador, que em caso de condenação, pode enfrentar pena de até seis anos de prisão.

Comissão da Mulher

Erika Hilton foi eleita nessa quarta-feira, 11, para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A escolha ocorreu após articulações internas no Congresso e enfrentou resistência de partidos do chamado ‘Centrão’ e de parlamentares da direita, que tentaram barrar a eleição da deputada, sem sucesso.

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