*Da Redação Dia a Dia Notícia
A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo Seffair (PL), criticou a gestão municipal do atual prefeito David Almeida (Avante) após a nova fase da operação que investiga a atuação de suposto esquema ligado ao crime organizado no Amazonas. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela questionou diretamente a proximidade de investigados com o gabinete do prefeito e reforçou que é preciso investigar a fundo a relação entre sua gestão e a facção criminosa, citando antigas denúncias feitas durante sua campanha eleitoral de 2020.
“Na antessala do prefeito de Manaus estava uma agente a serviço do crime organizado. O que será que ela fazia? Em que tipo de decisões influenciava? Quantas políticas públicas foram desenhadas para atender aos interesses de uma organização criminosa?”, questiona a pré-candidata.
Para ela, é preciso investigar a fundo a relação mais que suspeita da gestão David Almeida com a facção criminosa, inclusive com denúncias feitas ainda durante campanha eleitoral de 2020, conforme notícia veiculada pelo site da revista Veja: https://veja.abril.com.br/brasil/dossie-aponta-ligacoes-do-crime-organizado-com-autoridades-do-amazonas/
“Será que o Amazonas merece esse tipo de governante? Qual a dificuldade do prefeito mal avaliado em se cercar de pessoas honestas? Qual a moral que ele tem para falar sobre honestidade?”, indaga a Professora Maria do Carmo.
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“Se temos muitas dúvidas, uma certeza nos resta: a sabedoria popular não mente: ‘diga-me com quem andas, que te direi quem és’”, completa.
‘Operação Erga Omnes’
A PC-AM deflagrou nesta sexta-feira, 20, a operação ‘Erga Omnes’, que investiga a ligação de agentes públicos com o Comando Vermelho (CV). Entre os suspeitos detidos está Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida (Avante) e que atualmente era membro da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus.
Estão sendo cumpridos 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão no Amazonas, Pará, Piauí, Ceará , Maranhão, Minas Gerais e São Paulo.
A investigação mira uma quadrilha ligada ao Comando Vermelho, que teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão para a organização criminosa por meio de empresas de fachada. Além de Anabela, na capital amazonense, também foram alvos da operação um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e ex-assessores de três vereadores.
