Manaus, terça-feira 14 de julho de 2026
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MPF denuncia mandante dos assassinatos de Dom e Bruno no Amazonas

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta quinta-feira (5), Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como o traficante Colômbia, apontado como o mandante dos crimes que levaram à morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, em junho de 2022, no Vale do Javari, no Amazonas.

De acordo com o MPF, há exatamente três anos, Bruno e Dom sofreram uma emboscada e foram assassinados por motivo torpe – desprezível, com perversidade – e de forma cruel, sem chance de defesa.

Bruno e Dom foram dados como desaparecidos em 5 de junho de 2022 e as buscas mobilizaram autoridades brasileiras, indígenas, populações locais e a imprensa nacional e internacional. Desde então, o MPF trabalha ativamente para obter a condenação de todos os envolvidos nos assassinatos.

A denúncia contra o mandante foi apresentada ao juízo da Subseção Judiciária Federal de Tabatinga (AM), onde o processo tramita, pelo procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, com auxílio do Grupo de Apoio ao Tribunal do Júri (GATJ). O MPF também solicitou que seja levantado o sigilo dos autos para que, dessa forma, mais informações possam ser divulgadas.

Em 22 de julho de 2022, menos de dois meses após os crimes, o MPF denunciou três pessoas pelo assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips. Foram denunciados Amarildo da Costa Oliveira (conhecido pelo “Pelado”), Oseney da Costa de Oliveira (“Dos Santos”) e Jefferson da Silva Lima (“Pelado da Dinha”) por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os denunciados se tornaram réus e foram presos preventivamente.

Colômbia

Apesar do apelido, Rubén é peruano e foi preso pela primeira vez ao se apresentar na sede da PF em Tabatinga em 8 de junho de 2022 para dizer não ter qualquer envolvimento com o episódio. Ao apresentar um documento falso, foi preso em flagrante.

Detido por quatro meses, teve a liberdade concedida pela Justiça Federal do Amazonas mediante pagamento de R$ 15 mil de fiança e uso de tornozeleira eletrônica. Dois meses depois, em dezembro de 2022, foi preso de novo, depois de descumprir as medidas restritivas. Está encarcerado desde então.

Nota

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