Manaus, quarta-feira 21 de janeiro de 2026
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Vice-governador Tadeu de Souza cobra repavimentação da BR-319 e critica entraves ambientais: “Isso não é preservação, é ausência”

*Da Redação do Dia a Dia Notícia 

O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (Avante), voltou a defender a urgência da repavimentação da BR-319, rodovia que liga Manaus ao restante do país por via terrestre. Em pronunciamento nas redes sociais, nesta terça-feira (26/08), ele criticou a demora do governo federal em definir as medidas ambientais necessárias para a execução da obra e afirmou que a falta de manutenção da estrada, há quase quatro décadas, impacta diretamente no custo de vida dos amazonenses.

Segundo Tadeu, a precariedade da rodovia encarece o transporte de combustível, alimentos e medicamentos. “A estrada já existe, já foi asfaltada no passado. A reconstrução de pouco mais de 400 quilômetros deveria estar resolvida há décadas. Mas, por burocracia e ideologia, o Amazonas ainda precisa discutir o que em qualquer outro estado seria apenas manutenção de uma rodovia federal”, afirmou.

Durante as estiagens de 2023 e 2024, quando os rios registraram níveis críticos e a navegação foi comprometida, a BR-319 se mostrou essencial para a logística no estado, destacou o vice-governador.

“Quando os rios baixam, o custo logístico aumenta até 90% por conta da taxa de pouca água cobrada por algumas empresas de navegação. Isso encarece comida, remédios e combustíveis para a população”, disse.

Tadeu também criticou os vetos presidenciais à Lei de Licenciamento Ambiental, que travaram mais uma vez o avanço da repavimentação.

“O resultado é que o Amazonas continuará pagando mais caro e com comunidades inteiras isoladas. Isso não é preservação, é ausência do Estado brasileiro”, declarou.

Ciclo de exclusão

Para o vice-governador, a reconstrução da BR-319 pode ser realizada de forma responsável, com base em ciência, tecnologia e participação das comunidades locais. Ele argumenta que manter a rodovia em más condições é perpetuar um cenário de isolamento e vulnerabilidade.

“Manter a BR-319 como está hoje significa condenar o Amazonas a um ciclo de exclusão. Também enfraquece a fiscalização ambiental, porque onde o Estado não chega, chegam o madeireiro, o posseiro, o garimpeiro e o crime organizado”, alertou.

Em artigo publicado, em julho, no site Poder360, intitulado “BR-319 é infraestrutura básica, não ameaça ambiental”, Tadeu já havia defendido que a estrada é fundamental para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida no Amazonas.

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