*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um mês após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, a tragédia ainda deixa vítimas e familiares sem respostas. A embarcação afundou no dia 13 de fevereiro nas proximidades do Encontro das Águas, após sair de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte, transportando cerca de 80 pessoas. Até o momento, três mortes foram confirmadas e outras cinco pessoas seguem desaparecidas, enquanto a força-tarefa do governo estadual mantém as buscas por tempo indeterminado.
Nesta sexta, 13, um efetivo de 17 militares, sendo 12 mergulhadores e duas embarcações, participa das buscas. Ao longo das últimas quatro semanas, os bombeiros já percorreram 238 quilômetros pelo rio Amazonas, utilizando drones e sonar para leitura do leito do rio.
As vítimas e o bebê resgatado em cooler
Entre as vítimas fatais estão Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22 anos, e o cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos. Os corpos de Samila e Lara foram encontrados horas após o naufrágio. Fernando foi localizado três dias depois.
Um dos episódios que mais chamou atenção durante o resgate foi o salvamento de um bebê prematuro de apenas cinco dias de vida, colocado dentro de um cooler para evitar que tivesse contato direto com a água. Familiares colocaram a criança dentro do recipiente, que ficou à deriva até ser encontrado por equipes de resgate. A mãe do bebê também foi salva.
Piloto segue foragido
O piloto da embarcação, Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, foi detido inicialmente, mas liberado após pagar fiança. No dia seguinte, a juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto decretou sua prisão preventiva, mas ele não foi localizado desde então e segue foragido. A empresa Lima de Abreu Navegações afirmou que a embarcação estava regularizada e que colabora com as investigações.
O Governo do Amazonas disponibiliza atendimento psicológico aos sobreviventes e familiares pelo telefone (92) 99489-8454. As causas do acidente seguem sob investigação.

