*Da Redação Dia a Dia Notícia
A sucessão na Arquidiocese de Manaus está entre as primeiras decisões de maior impacto do Papa Leão XIV neste ano de 2026. Nos próximos meses, o pontífice deverá definir praticamente ao mesmo tempo, os novos arcebispos de quatro das mais abrangentes sedes católicas do Brasil. Entre elas, a Arquidiocese de São Paulo, Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Arquidiocese de Aparecida e da capital amazonense. Em novembro de 2025, o atual cardeal Leonardo Ulrich Steiner completou 75 anos e apresentou sua renúncia. O papa, no entanto, pediu que ele permanecesse por mais um período à frente da arquidiocese.
A escolha do futuro arcebispo de Manaus é vista como estratégica, sobretudo pelo peso que a região amazônica tem nos debates sobre questões socioambientais, indígenas e missionárias dentro da Igreja e no cenário internacional.
Outras arquidioceses também vivem momento semelhante. Em São Paulo, o cardeal Odilo Pedro Scherer está à frente da arquidiocese; no Rio de Janeiro, o comando é do cardeal Orani João Tempesta; e, em Aparecida, a arquidiocese é conduzida por Orlando Brandes. As quatro sedes estão entre as mais relevantes do país pelo número de fiéis, dimensão pastoral e influência histórica na Igreja Católica brasileira.
Passado e futuro da Igreja
Pelo Código de Direito Canônico, arcebispos que completam 75 anos devem apresentar carta de renúncia ao papa, que decide se aceita o pedido imediatamente ou se solicita a permanência no cargo por mais tempo. Em Manaus, porém, o cardeal Leonardo Ulrich Steiner ao completar 75 anos se deparou com um pedido inusitado. O papa Leão XIV pediu que ele permanecesse à frente da arquidiocese por mais dois anos.
“O santo padre Leão XIV, na audiência realizada em 15 de novembro de 2025, aceitou a renúncia de Vossa Eminência ao governo pastoral da arquidiocese de Manaus, e ao mesmo tempo roga a Vossa Eminência que permaneça na direção da arquidiocese por mais dois anos”, diz carta assinada pelo núncio apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro.
Steiner comanda a Igreja local desde 2019, quando foi nomeado pelo Papa Francisco, e tornou-se cardeal em 2022, o primeiro da Amazônia a receber o título, em um gesto simbólico após o Sínodo para a Amazônia.
