*Da Redação Dia a Dia Notícia
O médico boliviano Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte de um bebê após não comparecer a um parto em Eirunepé, município localizado a cerca de 1.160 quilômetros de Manaus, teve a prisão mantida após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o pedido de revogação apresentado pela defesa. A decisão foi publicada no Diário da Justiça dessa segunda-feira, 09. O caso ocorreu em 22 de novembro de 2025, quando o profissional, que estava de sobreaviso, não teria chegado a tempo para realizar o parto, o que resultou na morte do recém-nascido. O médico foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 29 de novembro.
Para os ministros, a atitude do médico mostra descaso com a vida, já que estava de sobreaviso e não atendeu a paciente a tempo. Além disso, apontaram que há risco de fuga, porque ele saiu da cidade logo depois do ocorrido e só foi encontrado pela Polícia Federal em Manaus.
Sobre o caso
O profissional de saúde foi afastado do Hospital Regional de Eirunepé Vinícius Conrado, após não comparecer para realizar o parto de uma gestante de 18 anos na madrugada de sábado, 22 de novembro de 2025. O bebê morreu logo após o procedimento.
Sem resposta, a direção do hospital enviou uma ambulância à casa do médico, mas ele não atendeu. A prefeitura também tentou contato, mas também sem retorno.
O médico só chegou ao hospital por volta das 9h, aproximadamente cinco horas após a gestante ter dado entrada. O parto foi realizado, mas já era tarde. Testemunhas afirmam que o bebê teria aspirado fezes e restos de placenta, e morreu cerca de uma hora após o nascimento.
Segundo a PF, o médico foi localizado dentro de um supermercado na zona Norte de Manaus, enquanto utilizava um caixa eletrônico. Os agentes passaram a acompanhar os passos do suspeito e efetuaram a prisão momentos depois, na residência onde ele estava morando, na avenida Torquato Tapajós.
