Mesmo usando tornozeleira eletrônica, o nome de Rosinaldo Bual passou a constar nas atas das sessões desde segunda-feira, 09 de fevereiro, após o recesso parlamentar. A permanência do vereador no Legislativo Municipal foi mantida por decisão dos próprios parlamentares, em novembro do ano passado. Na ocasião, por 21 votos a 11, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) decidiu preservar o mandato do vereador, mesmo diante dos desdobramentos da Operação Face Oculta. A maioria dos vereadores que votou pela manutenção do mandato sustentou que não há condenação judicial definitiva contra o parlamentar.
Investigações do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apontam que o vereador seria responsável por um esquema de desvio de salários dentro do próprio gabinete. Bual responde por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro, agiotagem e posse irregular de arma de fogo.
Apesar de o Regimento Interno da CMM prever a perda de mandato em casos de conduta incompatível com o decoro parlamentar, independentemente de sentença judicial, a decisão política permite que Rosinaldo Bual continue recebendo o salário mensal de cerca de R$ 26 mil enquanto responde ao processo.
Em nota oficial, a CMM afirmou que o vereador não tem comparecido fisicamente às dependências da Casa. Segundo a instituição, Bual registra presença de forma virtual, modalidade que passou a ser utilizada durante a pandemia de Covid-19. A Câmara informou ainda que o modelo híbrido de trabalho foi aprovado em primeira discussão em 2025 e ainda segue trâmites regimentais.