Manaus, sexta-feira 23 de janeiro de 2026
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Seminf homologa licitação de R$ 80 milhões com empresa alvo de denúncia no TCE-AM

*Lucas dos Santos – Especial para Dia a Dia Notícia

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), homologou uma licitação de R$ 80,3 milhões vencida pela empresa Construtora Etam Ltda para executar obras de interligação entre as avenidas Brasil e Coronel Teixeira, por meio de um viaduto. A previsão é de que a obra seja feita em até um ano e meio. A empresa vencedora, no entanto, já foi alvo de denúncia no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) por possíveis irregularidades no contrato para construção de outro viaduto ligando as avenidas Torres e Ephigênio Salles, que chegou a entrar em pauta, mas está pendente de julgamento.

Segundo o extrato publicado no Diário Oficial do Município (DOM) da última sexta-feira (12), a homologação foi assinada pelo subsecretário Heliatan Botelho Correa, em 11 de setembro, e o Departamento de Administração e Finanças deve providenciar a assinatura do contrato nos próximos dias.

A licitação feita pela pasta chefiada pelo vice-prefeito Renato Júnior (Avante) prevê o pagamento de R$ 80.366.031,44 para que a obra do viaduto seja executada em até 540 dias após a assinatura da ordem de serviço.

A Construtora Etam foi alvo de uma denúncia pelo ex-vereador Lissandro Breval (PP) juntamente com a Seminf por supostas irregularidades, má utilização de recursos e danos aos cofres públicos na obra de construção do viaduto ligando a Avenida Governador José Lindoso e a Ephigênio Salles. As obras começaram ainda em 2024. Segundo o ex-parlamentar, houve violação “à publicidade e transparência” pelo fato de os projetos de arquitetura não terem sido disponibilizados pela prefeitura de Manaus.

O caso está sob relatoria do auditor Mário José de Moraes Costa Filho e chegou a entrar na pauta de julgamentos da Corte de Contas, mas ainda não foi julgado. A construtora também está envolvida em uma investigação da Polícia Federal por meio da operação Ptomeleu, deflagrada em 2021 para investigar corrupção e lavagem de dinheiro por membros do governo do Acre, incluindo o governador Gladson Cameli (PP), seu pai Eladio Cameli, dono da Construtora Etam, e seu irmão Gledson Cameli, dono da Construtora Rio Negro.

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