Manaus, quarta-feira 18 de março de 2026
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Segundo dia Julgamento de Bolsonaro e outros réus: defesas atacam delação de Cid e negam golpe

*Da Redação do Dia a Dia Notícia 

O segundo dia do julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus, nesta quarta-feira (3), pela trama golpista teve apresentação das defesas do ex-presidente e de três generais. A defesa de Bolsonaro na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ficou a cargo dos advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.

  • Em suas argumentações, a defesaafirmou que Bolsonaro é inocente e que não há provas que o liguem aos atos golpistas, aos ataques de 8 de janeiro e ao plano de assassinar autoridades;
  • Segundo a defesa, Bolsonaro foi “dragado para esses fatos”;
  • Disse também que a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, não se sustenta. E que houve várias violações do acordo;
  • Afirmou que Cid mentiu e “não é confiável”;
  • Que o processo andou muito rápido no STF, e que por isso a defesa não pôde analisar todos os elementos;
  • Afirmou que Bolsonaro não incitou movimentos golpistas nem atos violentos;
  • E que a denúncia fala de atos preparatórios e que não houve tentativa de golpe. Segundo a defesa, todas as medidas discutidas estavam previstas na Constituição;
  • A defesa pediu a absolvição de Bolsonaro e disse que uma pena de 30 anos de prisão não seria razoável.

Nesta quarta-feira (3), a sessão aconteceu apenas na parte da manhã e durou quase quatro horas.

O julgamento voltará só na próxima terça-feira (9), a partir das 9h, com o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes.

Jair Bolsonaro

“Essa minuta, esse depoimento, não há uma única prova que atrele o presidente [ex-presidente Bolsonaro] à Operação Luneta, ao Punhal Verde e Amarelo e ao 8 de janeiro. Nem o delator falou isso. Não há uma única prova”.

O defensor afirmou que as contradições do tenente-coronel são motivos para anulação da colaboração premiada.

“Ele [Cid] mudou a versão várias vezes. E isso não sou eu que estou dizendo, é, na verdade, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, no último relatório de novembro, quando se disse que ele tinha inúmeras omissões e contradições.”

*Com informações do G1 

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