Manaus, terça-feira 7 de abril de 2026
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Se Cidade for eleito, Professora Jacqueline precisará decidir entre voltar à CMM ou ficar na ALE-AM

*Lucas dos Santos – Especial para Dia a Dia Notícia

A vereadora Professora Jacqueline, suplente do União Brasil na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), precisará decidir se continua vereadora até 2028 ou se assumirá uma eventual cadeira do partido na casa alta do estado. A decisão deve ocorrer com uma eventual eleição do presidente da ALE-AM, Roberto Cidade (União), ao governo estadual no pleito indireto que ocorrerá nos primeiros dias de maio. Se isso ocorrer, Cidade renunciará à vaga, sendo obrigatória a convocação de um suplente para assumir em definitivo.

Como primeira suplente da sigla e tendo recebido mais de 14 mil votos em 2022, Professora Jacqueline seria convocada a ocupar a cadeira permanentemente até o final da legislatura em 1º de janeiro de 2027. O problema é que a Constituição Federal veta o acúmulo de cargos eletivos, ou seja, a política precisaria renunciar ao cargo de vereadora para ocupar a cadeira de deputada estadual eventualmente aberta por Roberto Cidade, precisando ser novamente eleita no pleito de 4 de outubro deste ano para continuar na ALE-AM.

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Sendo assim, Professora Jacqueline precisaria abrir mão dos dois anos de mandato restantes, os quais seriam destinados ao próximo suplente do União Brasil. O primeiro da lista é o ex-vereador Caio André, atualmente titular da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC). Se Caio André permanecer na SEC, o próximo da lista seria Amauri Gomes, mas ele trocou de sigla durante a janela partidária, saindo do União para o Partido Social Democrático (PSD), perdendo o direito de assumir a titularidade da vaga. Sendo assim, o suplente que poderia assumir a vaga de Professora Jacqueline na CMM no caso de sua renúncia é Neibe Araújo, presidente da ala jovem do União Brasil.

Questionado pela imprensa, o presidente em exercício da ALE-AM, deputado Adjuto Afonso (União), confirmou que Professora Jacqueline precisaria deixar definitivamente a CMM caso assumisse a cadeira de Cidade.

“Ela continua vereadora e, no dia em que efetivar o Roberto, ela pode tomar posse. Se ela for tomar posse definitiva, ela tem que renunciar lá. Não pode ter os dois cargos, não pode estar deputada e vereadora”, disse.

Caso Professora Jacqueline opte por continuar vereadora em Manaus, a ex-vereadora de Parintins Brena Dianná seria convocada para assumir a vaga aberta com uma possível eleição de Roberto Cidade. A ex-candidata à Prefeitura de Parintins recebeu 13,5 mil votos em 2022, ficando com a segunda suplência do União Brasil.

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