Manaus, quinta-feira 2 de abril de 2026
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Primeira general do Exército é oficialmente promovida: ‘compartilho com todas as mulheres do Brasil’

Foto: Reprodução/Metrópoles

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Um marco inédito para as Forças Armadas foi registrado nessa quarta-feira, 1º, quando Cláudia Lima Gusmão Cacho entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a alcançar o posto de general no Exército Brasileiro. A posse ocorreu em cerimônia no Clube do Exército, com a presença do ministro da Defesa, José Múcio, e simboliza um avanço na representatividade feminina dentro da instituição.

Após a solenidade, a militar conversou com a imprensa e destacou a importância do preparo e da autoconfiança para que mulheres conquistem seus objetivos na carreira militar.

“É importante conhecer a força, se reconhecer e procurar se capacitar, se preparar física e psicologicamente para a vida militar e acreditar em si mesmo. Com trabalho e competência, a gente chega lá”, afirmou Cláudia Cacho.

Trajetória

Natural de Recife, Cláudia ingressou no Exército em 30 de janeiro de 1996 como oficial temporária, no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia (GO). Posteriormente, foi aprovada no Concurso de Admissão para a Escola de Saúde do Exército, concluindo o Curso de Formação de Oficiais Médicos em 1998.

Agora como general, ela assumirá a direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB), no Distrito Federal.

A nomeação havia sido definida após votação interna realizada em 24 de fevereiro deste ano, com posterior confirmação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No Exército Brasileiro, o posto de general é o mais alto da carreira e integra o círculo de Oficiais-Generais, responsáveis pelo comando de grandes unidades e pelo planejamento estratégico. Em geral, a progressão até esse nível exige cerca de 35 anos de serviço.

Segundo a Força, a escolha dos generais passa por um rigoroso processo conduzido pelo Alto-Comando do Exército, que avalia critérios como tempo de serviço, mérito profissional, desempenho em funções de comando e Estado-Maior, além da conclusão de cursos de altos estudos militares.

Em entrevista ao portal g1, a general também destacou o significado pessoal da conquista e a importância da rede de apoio ao longo da carreira:

“Eu me sinto muito reconhecida. É a gratidão por um esforço e uma trajetória construída aos poucos. Não é tarde, nem cedo, é o tempo necessário para chegar até aqui. Sou médica, mãe e militar, e, para que tudo isso dê certo, precisamos de uma rede de apoio da nossa família. É um momento de muita gratidão, que compartilho com todas as mulheres da Força, com todos os militares e com todas as mulheres do Brasil.”

O feito de Cláudia ganha ainda mais relevância por quebrar uma barreira histórica de 204 anos. Desde a criação do Exército Brasileiro, em 1822, uma mulher nunca havia alcançado o posto de general na instituição.

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