*Da Redação Dia a Dia Notícia
O presidente do boi-bumbá Caprichoso, Rossy Amoedo, revelou nesta semana ter sido alvo de ameaças de morte em razão de sua atuação à frente da agremiação folclórica. A denúncia foi feita durante uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), que homenageava o Festival Folclórico de Parintins.
Amoedo relatou que os ataques, inclusive virtuais, partiram de “haters” que ultrapassaram os limites da rivalidade entre os bois Garantido e Caprichoso. “Eu fui atacado, fui ameaçado, até ameaçado de morte, mas isso não vai me fazer recuar”, afirmou o dirigente, visivelmente emocionado.
Em seu discurso, Rossy pediu que a tradicional disputa entre as agremiações não seja motivo de violência ou intolerância, lembrando que o Festival de Parintins é um patrimônio cultural e deve ser marcado pela celebração da arte, e não pelo ódio. “Não percamos o respeito. Vamos entender a responsabilidade de cada um. A rivalidade deve ser combustível para a criatividade, não para agressões”, pontuou.
O episódio acende um alerta para os limites da polarização cultural que, nos últimos anos, tem ultrapassado a arena folclórica e ganhado contornos preocupantes nas redes sociais e entre os torcedores mais apaixonados. A rivalidade entre Caprichoso (cor azul) e Garantido (cor vermelha) sempre foi uma das marcas do festival, mas episódios como o denunciado pelo presidente da associação azulada mostram que o fanatismo pode colocar vidas em risco.
O Festival Folclórico de Parintins, que movimenta a economia, o turismo e a cultura do estado, está marcado para os dias 27, 28 e 29 de junho de 2025. Considerado o maior espetáculo a céu aberto do Norte do Brasil, o evento atrai milhares de turistas nacionais e internacionais à ilha de Parintins, no Amazonas, para acompanhar as apresentações dos bois no Bumbódromo.
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