Manaus, sexta-feira 13 de fevereiro de 2026
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PC-AM derruba esquema milionário de agiotagem e prende seis suspeitos em Manaus

Reprodução/PC-AM

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou a ‘Operação Tormenta’ e desarticulou um esquema milionário de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro que tinha como principais alvos servidoras públicas. Entre os investigados há empresários, cobradores e até um funcionário de uma igreja, apontados como integrantes do grupo criminoso. Além da prisão, a ação resultou na apreensão de veículos de luxo, armas, dinheiros e documentos das vítimas, que eram pressionadas a pagar dívidas com juros abusivos e, em alguns casos, tinham bens e salários controlados pelo grupo criminoso.

De acordo com a apuração, os criminosos tinham como principais alvos servidoras públicas vinculadas ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). As vítimas eram pressionadas a pagar valores elevados,  quando não conseguiam quitar as dívidas, tinham bens tomados de forma compulsória.

Além da cobrança violenta, os investigados se apropriavam de veículos, joias, eletrônicos, imóveis, documentos pessoais e cartões bancários. Em alguns casos, chegaram a controlar aplicativos bancários das vítimas para acessar diretamente salários e benefícios. Para ocultar a origem dos valores obtidos ilegalmente, o grupo utilizava empresas de fachada para movimentar e dissimular os recursos.

As investigações também indicaram que os suspeitos monitoravam as vítimas, inclusive nas proximidades de prédios do Judiciário e do Ministério Público, e teriam planejado ataques contra veículos oficiais do Tribunal de Justiça.

Detalhes da atuação

Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros de investigados e empresas ligadas ao grupo. Ao todo, foram apreendidos 30 veículos de alto padrão, cerca de R$ 17 mil em dinheiro, cinco armas de fogo, centenas de munições, documentos pessoais de vítimas, além de celulares, computadores e contratos fraudulentos usados para simular negociações imobiliárias como garantia das dívidas.

Foram presos Rick dos Santos Brandão, Paulo Sérgio Ramos Pacheco, Wallace Matos dos Santos, Elton Campos Cardoso, Ikaro Michel Pessoa e Jackson Josué Farias Carvajal. Outros três investigados seguem foragidos.

Os suspeitos devem responder por crimes como associação criminosa, usura, extorsão, roubo majorado, falsidade ideológica, porte e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, falsa identidade e lavagem de dinheiro.

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