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O livro, o filme, a série ou os três?

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Tá, já sei. O bonde fiel que eu conheço vai responder gritando que “claro que o livro é melhor!”. Mas afinal, se a gente já sabe, por que é que criamos tanta expectativa quando temos notícia da adaptação de uma história que amamos? Pensei aqui em três razões pelas quais torcemos tanto por um filme e/ou uma série que a gente gosta muito.

 

1 – Se a leitura mexeu com a gente de alguma forma e nos fez imaginar locais, personagens e relações, ficamos ansiosos para assistir àquela mesma história em outro formato, e de quebra aguardar se a reprodução será tão fiel quanto ao que o nosso cérebro desenhou. Mas como será possível, já que temos cérebros, experiências e imaginações tão… diferentes?

 

2 – O mercado de filmes e séries alcança um público muito mais amplo do que o editorial. Isso significa que pessoas que nunca ouviram falar no livro podem conhecer aquela história em um outro formato. E por mais que tenhamos ciúme literário (def.: a arte de ter lido o livro antes da bombação) é bom demais quando o mundo todo tem a chance de conhecer aqueles personagens e enredos, não?

 

3 – Quando muitas pessoas conhecem e gostam da mesma coisa que a gente, nós sentimos que estamos fazendo parte de algo maior, um grupo que se reconhece e se identifica. Essa necessidade é inerente ao ser humano, precisamos dela para existir. Quando acontece com algum texto ou alguma história que nos marcou positivamente e que está sendo divulgado da forma que achamos correta, nós sentimos aquele afago interno de que não estamos sozinhos neste mundão.

 

Eu tenho sentimentos muito conflitantes sobre livros que amo e que vão virar filmes ou séries. De início, fico bem preocupada achando que vão estragar a história (mesmo sendo na grande maioria cineastas e artistas renomados, veja só a audácia), depois eu paro e reflito que trama boa é pra ir pro mundo e que tudo bem se mudarem uma coisinha ou outra. Geralmente, quando eu assisto à adaptação não consigo fugir muito de ficar comparando com o livro, mas a verdade é que é óbvio que são obras de arte muito distintas e que precisam de ajustes para funcionarem cada uma em seu respectivo meio.

 

Já assisti a filmes superfiéis ao enredo do livro e às descrições  dos personagens, mas que eram péssimos. Já assisti a algumas séries em que mudaram absolutamente tudo e, da história, só tinha a inspiração no ar do set (assim eu realmente não curto!). E já vi várias adaptações em que pequenas e importantes alterações foram feitas para que aquela história funcionasse melhor em cena. Lembrando que os recursos de cinema são amplos: luz, trilha sonora, interpretação, direção, figurino, entre outros. Uma atriz pode reproduzir uma página inteira de um livro só com o olhar em um take. Acho que isso acaba sendo o mais rico quando é bem feito: entendo as adaptações como complementos da visão original da autora/do autor. A obra parece que toma vida, corta o cordão umbilical,  cresce e vai passear por aí com sua essência, mas com seu jeitinho único.

 

Aqui deixo três adaptações que gostei muito, mesmo não sendo tão fiéis ao livro assim:

 

Lupin (Netflix)

Big Litlle Lies (HBO)

Território Lovecraft (HBO)

 

E vocês? Quais adaptações gostaram ou não gostaram?

Me conta aí nos comentários (e de quebra me deem dicas do que assistir!) 🙂

 

 

Heloiza Daou é movida à palavra e um pouco obsessiva. É diretora de marketing na Intrínseca e também mãe do Tomás, o job mais insano e amado da vida.

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