booked.net

O alcance da tecnologia na infância. Devemos ver como um perigo ou incentivo?

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on email
Share on print

As brincadeiras tradicionais, como tomar banho na chuva, amarelinha, esconde-esconde, pega-pega, jogos com bola, bicicletas etc., estão cada vez mais difíceis de se ver entre as crianças, pois não são vistos como os brinquedos favoritos da infância moderna, visto que atualmente a tecnologia em nossa sociedade é referência de lazer, trabalho e conhecimento.
As nossas crianças já nascem rodeadas pela tecnologia: babá eletrônica, mobile para berço, bonecas falantes etc. E, conforme vão crescendo, os pais vão mostrando a TV, o celular e os tablets. É incrível a facilidade dos pequenos com os aparelhos, os dedinhos ágeis desbloqueiam telas e acham o Youtube facilmente. Mas nós precisamos refletir se isso afeta de alguma forma o desenvolvimento das crianças?


O uso da tecnologia na infância cada vez mais precoce nos traz questionamentos polêmicos quanto ao desenvolvimento afetivo e social da criança, porque eles substituem amigos e jogos reais pelos virtuais, o que dificulta muitas vezes de expressarem suas aflições, sentimentos, e desejos por meio do mundo real, ficando mais tempo em seus quartos, pois se satisfazem com a vida virtual.
Nesse sentido, os mais diferentes aparelhos e jogos eletrônicos influenciam diretamente no amadurecimento cognitivo, afetivo e social das crianças, podendo trazer benefícios, com o uso direcionado, ou prejudicial com uso intenso.
A tecnologia é muito bem-vinda e atualmente inevitável. Porém, os pais precisam ficar atentos pois, quando utilizada em demasia e sem supervisão, as crianças correm o risco de trocar o meio social real pelo virtual.
Esse uso indiscriminado sem dúvida abala o convívio afetivo entre os membros da família, gerando também dificuldades no âmbito escolar, por falta de equilíbrio entre a sua cognição e seu afeto, comprometendo o desempenho escolar dos alunos. Não podemos ignorar que o acesso em alguns sites muitas vezes não traz especificamente conteúdos educativos, trazendo jogos ou outra proposta que induz as crianças a cometerem atos violentos, até mesmo o Bullying, problema muito frequente nas escolas. É muito importante os pais saberem o que seus filhos acessam na internet, com regras e horários definidos.


Um dos diversos perigos da tecnologia na infância é o sedentarismo, pois ainda que haja atividades lúdicas e educativas, é preciso que as crianças se movimentem para ter uma infância saudável. Isso até mesmo como uma forma de desenvolver a coordenação motora, evitar a obesidade provocada pelo sedentarismo em virtude do excesso de uso da tecnologia na infância.
Não precisamos ter medo se usarmos a tecnologia na infância, pois existem muitas vantagens em usar a tecnologia na educação infantil. A tecnologia é uma ferramenta que pode oferecer outra maneira de as crianças aprenderem e compreenderem seu mundo, vejamos o momento de pandemia/confinamento devido a covid-19, nossas crianças tiveram suas aulas de forma online para não perder o conteúdo e o ano letivo, como nós os adultos tivemos que nos adaptar ao trabalho home-office, não é mesmo?
Não há necessidade de radicalizar e proibir, basta encontrar um equilíbrio. Nos dias atuais, podemos observar que existem várias maneiras de interação com o conhecimento, e não podemos negar que o uso da informática em sala de aula, vêm muito a somar como fonte de pesquisa e motivação. Porém, deve haver bom senso entre o uso da tecnologia como fonte de conhecimento, sem que isto afete as outras relações na vida social.

Finalizo deixando uma reflexão e alerta para os pais: é muito importante estabelecer para os pequenos regras e horários, lembrando que a agressividade e ansiedade pelo não uso da tecnologia, são geradas pela falta de limites na utilização dos aparelhos, não o contrário. precisamos ter a consciência que o NÃO uso NÃO deixa a criança agressiva, ao contrário, o NÃO estabelecimento dos limites que tornam as crianças agressiva e ansiosa.
São os novos tempos. Se adaptar a essa realidade é importante, mas proporcionar interação com “mundo real” também é. Os pais devem incentivar brincadeiras com papel, jogos de tabuleiro, jogo de cartas, leitura, teatro, entretenimento ao ar livre e o que mais a imaginação sugerir. Dessa forma, as crianças experimentam o melhor dos dois mundos – o real e o virtual – sem o risco de se prender apenas em um.
Não é só as crianças que estão conectadas o tempo todo e vivendo mais no mundo virtual, os pais também estão. Aliás, já parou para pensar quanto tempo diário você gasta no celular? Aproveite o tempo junto com os filhos para conectar-se presencialmente a eles. Converse, mergulhe no mundo deles, saiba o que se passa na cabeça do seu filho. Ajude-o se for preciso.
Em qualquer momento, em qualquer situação, conte com o paio terapêutico para lhe auxiliar nas suas angústias, dúvidas, preocupações e queixas. Estamos sempre dispostos a cumprir nosso maior propósito: acolher e caminhar junto com você rumo ao redescobrimento.

Por Samiza Soares

É terapeuta formada em psicanálise e hipnoterapia clínica pelo Instituto Lucas Naves e pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica (IBPC), respectivamente.
Trabalha com sessões individuais e com casais, atendendo em consultório particular, plantão terapêutico emergencial, além de atendimento domiciliar e atendimento on-line.

Instagram: @samiza

E-mail: samizasoares@gmail.com

Facebook: www.facebook.com/samizasoaresterapeuta

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Share on email
Share on print

Siga-nos no Facebook

Publicidade

Últimas Notícias