*Da Redação do Dia a Dia Notícia
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta IV), concluiu a terceira etapa do projeto ECO-Norte com a implantação da nova circulação aérea na Terminal de Cuiabá. A iniciativa visa modernizar o tráfego aéreo na região amazônica, aumentar a eficiência das rotas e reduzir emissões de carbono.
O projeto ECO-Norte busca otimizar o gerenciamento do espaço aéreo na Região de Informação de Voo da Amazônica (FIR Amazônica), que inclui áreas com alta densidade de tráfego, como Belém, Manaus e Cuiabá.
A nova configuração das rotas permite trajetos mais curtos e diretos para as aeronaves, o que reduz o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes. A estimativa é que as mudanças promovidas nas três TMAs evitem a liberação de aproximadamente 5.070 toneladas de CO₂ por ano na atmosfera.
Com a adoção das novas rotas, pilotos, companhias aéreas e controladores de tráfego aéreo passam a contar com operações mais eficientes. A economia de combustível e o ganho ambiental são evidentes: só na TMA Manaus, nas primeiras semanas após a implantação, foram economizadas mais de 28 toneladas de combustível e deixaram de ser emitidas cerca de 88 toneladas de CO₂.
A atualização do espaço aéreo envolveu a reformulação de rotas, procedimentos de saída e chegada por instrumentos (SID e STAR), aproximações (IAP), rotas visuais (REA), cartas de aproximação visual (VAC), espaços aéreos condicionados (EAC) e estudo de aplicação do sistema Point Merge, com foco em aumentar a eficiência e manter a segurança operacional.
Segundo o coordenador do projeto, Major Rui Nunes da Costa, o ECONORTE representa um avanço duplo: “Ao mesmo tempo em que ampliamos a eficiência e a segurança do tráfego aéreo, também contribuímos para a proteção da Amazônia. É a tecnologia a serviço da sustentabilidade.”
O projeto também fortalece a integração da região amazônica ao restante do país, gerando impactos positivos na aviação comercial, na logística e no turismo. Para a Força Aérea, reforça o compromisso com a soberania do espaço aéreo brasileiro e a interoperabilidade com parceiros nacionais e internacionais.
