Da Redação do Dia a Dia Notícia*
Na noite do último sábado, 07, a advogada Amanda Laredo passou por uma situação inusitada ao solicitar uma corrida pelo aplicativo Uber. Um motorista recusou transportá-la só porque ela estava usando uma blusa vermelha. Em um print divulgado nas redes sociais, revela que Amanda avisou ao motorista que ele havia passado do ponto, mas, em contrapartida, ele respondeu: “Não levo petista”.

O caso em Belém e, segundo a advogada, foi o primeiro cancelamento em função deste motivo específico em sua experiência com motoristas de aplicativos. “Geralmente são todos muito cordiais e profissionais”, falou ela em entrevista ao UOL. “Eu fiz sinal e ele nem baixou o vidro, só passou direto”, disse ela.
Amanda, então, pediu ao motorista que cancelasse a corrida. Mais tarde, a mulher fez reclamação no aplicativo, e a resposta que teve foi que, para ser motorista na plataforma, é necessário “manter um alto nível de profissionalismo”.
Em nota, a Uber afirmou que os motoristas parceiros têm direito de ter o seu próprio posicionamento político, contudo, não admite que uma pessoa não seja atendida em razão do “credo, raça, nacionalidade, religião, necessidade especial, orientação sexual, identidade de gênero, estado civil, idade ou inclinação política”, e que isso caracterizaria violação dos termos de uso e ao código de conduta do aplicativo, o que não é tolerado na parceria.
Sem informar se irá tomar medidas contra o motorista que não atendeu Amanda, a empresa disse ainda que “oferece opções de mobilidade eficientes e acessíveis para todos e tem uma política de tolerância zero a qualquer forma de discriminação em viagens pelo aplicativo”.
*Com informações do site UOL