*Da Redação Dia a Dia Notícia
O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo, de 88 anos, morreu na madrugada deste sábado (30) após complicações causadas por um caso grave de pneumonia. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O velório será na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a partir de meio-dia.
Recluso nos últimos anos, Verissimo enfrentava as consequências de um acidente vascular cerebral sofrido em 2021, que o afastou da escrita de suas crônicas. Ele deixa a esposa, três filhos e dois netos.
Ao longo de mais de cinco décadas, Verissimo se destacou como cronista e escritor, publicando quase 40 livros e mantendo seus textos entre os mais lidos e queridos do país. Sempre fiel a sua perspectiva de esquerda reformista, construiu uma obra marcada pelo humor, sensibilidade e crítica social.
Além de seus livros e crônicas para jornais e revistas, Verissimo contribuiu para programas de humor na televisão, publicou centenas de comentários culturais sobre literatura, cinema, teatro e música, e relatou suas viagens pelo mundo, com destaque para França e Estados Unidos, sem deixar de participar de festivais e feiras literárias no Brasil, sempre conquistando grande público.
A ABL lembrou a trajetória de Luis Fernando, filho do também escritor Erico Verissimo, que nasceu em Porto Alegre e passou parte da infância e da adolescência nos Estados Unido
“De volta ao Brasil, atuou em publicidade, antes de entrar para o jornalismo. No jornal Zero Hora, sua coluna se consolidou como referência. Também foi colunista dos jornais O Estado de S.Paulo e O Globo. Ao longo de sua carreira, publicou mais de 60 livros — entre crônicas, contos, romances, literatura infantil e sátiras políticas — com amplo reconhecimento popular e traduções para diversos idiomas. Obras como O Analista de Bagé, Comédias da Vida Privada e As Mentiras que os Homens Contam o tornaram um dos autores mais queridos e bem-sucedidos do país”.
Luis Fernando foi ainda cartunista, roteirista e apaixonado por jazz, tendo integrado o grupo Jazz 6 como saxofonista.
“A Academia Brasileira de Letras expressa sua solidariedade à esposa, Lúcia, aos filhos, Fernanda, Mariana e Pedro, aos netos, amigos e leitores. Verissimo nos ensinou a imaginar uma vida mais leve”, destacou a entidade.
