*Da Redação Dia a Dia Notícia
O governo do México deu início a uma ampla reformulação do sistema público de saúde com o objetivo de garantir atendimento universal e gratuito à população. A proposta, inspirada no modelo do SUS no Brasil, busca integrar serviços e ampliar o acesso, especialmente para pessoas que hoje enfrentam dificuldades no atendimento. A iniciativa é liderada pela presidente Claudia Sheinbaum, que prepara um decreto para criar o Serviço Universal de Saúde.
A proposta prevê a unificação de diferentes instituições públicas, como o ‘Instituto Mexicano del Seguro Social’, o ‘Instituto de Seguridad y Servicios Sociales de los Trabajadores del Estado’ e o ‘IMSS-Bienestar’, permitindo que qualquer cidadão seja atendido em unidades do sistema sem restrições institucionais.
A primeira etapa, prevista para 2027, deve garantir atendimento universal em casos de urgência, como emergências médicas, infartos, gravidez de alto risco, câncer de mama e vacinação.
Nas fases seguintes, entre 2027 e 2028, o governo pretende ampliar o compartilhamento de serviços especializados, além de implantar prontuários digitais integrados em todo o país.
Outro ponto central da proposta é a criação de uma credencial única de saúde, que permitirá ao cidadão acessar seu histórico médico, agendar consultas e utilizar serviços de telemedicina, reduzindo burocracias e melhorando a continuidade do atendimento.
Cooperação do Brasil
Nos últimos meses, a presidente mexicana manteve diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ampliar parcerias em áreas como saúde, tecnologia e desenvolvimento social. O intercâmbio inclui ações voltadas à vigilância sanitária e à produção de vacinas e medicamentos de alto custo.
Historicamente, o sistema de saúde mexicano esteve vinculado à situação trabalhista da população, o que limitava o acesso de pessoas em situação de informalidade.
Especialistas avaliam que a iniciativa pode ampliar a cobertura médica para milhões de mexicanos, mas destacam desafios como o financiamento do sistema, a necessidade de ampliar a infraestrutura e a contratação de profissionais de saúde, especialmente em regiões mais remotas.
