Manaus, sábado 3 de janeiro de 2026
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Margareth Menezes defende transformação cultural como base da ação climática durante painel na COP30

📍Direto da COP30, em Belém (PA)

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou nesta quarta-feira (12) do painel “Pontos de Cultura e Justiça Climática: saberes comunitários para o futuro do planeta – Rumo à 6ª Teia”, realizado às 10h no Pavilhão Brasil (Zona Verde), durante a COP30. O evento é promovido pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) do Ministério da Cultura (MinC) e integra a programação voltada a destacar o papel da cultura na ação climática global.

Durante sua fala, Margareth Menezes enfatizou que a transformação verde deve ser também uma transformação cultural, inspirada nos conhecimentos ancestrais e nas práticas tradicionais dos povos indígenas, ribeirinhos e originários da Amazônia e de todo o Brasil.

“Que se entenda cada vez mais a experiência que os povos indígenas têm, que os povos originários têm, que os povos ribeirinhos têm no trato com a natureza e que a gente tenha humildade de entender que eles conhecem mais disso do que nós. É preciso haver uma mudança de cultura no tratamento das fontes naturais para que a gente consiga sobreviver, para que a própria humanidade sobreviva”, afirmou a ministra.

Segundo Margareth, o Brasil pretende deixar um legado duradouro na COP30, propondo uma ação climática centrada nas pessoas e em seus modos de vida.

“Ao pautar a cultura como fator de resiliência e motor da transição ecológica, o Brasil propõe um legado duradouro: uma ação climática centrada nas pessoas e em seus modos de vida”, destacou.

Em entrevista durante o evento, a ministra reforçou o caráter urgente da mobilização climática e o papel da cultura como elemento de consciência e união global diante das crises ambientais.

“Eu acho que essa COP é um sinal, uma mobilização internacional de pessoas que vieram para cá porque estamos vivendo o desequilíbrio climático. É preciso fazer alguma coisa. As futuras gerações precisam do planeta para sobreviver, e nós também”, declarou.

Ela também comentou sobre a invasão dos manifestantes na Zona Azul, nessa terça, dia 11, na área onde acontecem as negociações climáticas da COP30.

“Foi um fato isolado. Aqui dentro da COP, os povos originários, com suas experiências, são importantes. E dentro do Ministério da Cultura estamos reconhecendo também os povos originários como portadores de possibilidades da relação do povo com a natureza”, disse a ministra, sem querer adentrar muito no assunto.

A participação do Ministério da Cultura na COP30 inclui uma série de painéis, rodas de conversa e apresentações artísticas, reafirmando que a cultura é parte essencial da transição ecológica e da justiça climática, um caminho que une arte, ancestralidade e inovação em prol de um planeta mais sustentável.

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