*Da Redação Dia a Dia Notícia
A liderança indígena Auricélia Arapiun voltou a criticar o governador do Pará, Helder Barbalho, após o anúncio de uma nova parceria entre o governo estadual e a empresa Hydro, nessa segunda-feira (10). Em publicação nas redes sociais, feita durante a COP30 em Belém, Auricélia afirmou que o acordo representa “a negociação de territórios e vidas indígenas” e acusou o governo de ceder “ao agronegócio e à mineração”, enquanto impede a homologação da Terra Indígena Kaxiwana Tuyauana.
A liderança classificou o governador como “inimigo da floresta” e disse que as ações do Estado contrariam o discurso de sustentabilidade apresentado na conferência do clima.
A crítica ocorre após o anúncio de um novo acordo entre o governo do Pará e a Hydro, multinacional norueguesa do setor de alumínio, que atua em diferentes regiões da Amazônia. A empresa já foi alvo de questionamentos por parte de movimentos sociais e organizações ambientais, que apontam supostos impactos socioambientais de suas operações no estado.
“Destruir nossas vidas e nosso território, mais um projeto de mineração, mais um projeto que derrota as terras indígenas, no estado do Pará. O Helder Barbalho é uma farsa!”
A fala de Auricélia expressa indignação com o que ela considera uma política de retrocesso ambiental e de desrespeito aos direitos territoriais dos povos originários.
Durante a COP30, o governador Helder Barbalho destacou a importância de parcerias com o setor privado para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a transição energética na região. No entanto, lideranças indígenas e entidades socioambientais afirmam que tais iniciativas frequentemente ignoram os direitos territoriais e a proteção dos povos originários.
Auricélia Arapiun é uma das vozes mais atuantes na defesa dos territórios indígenas e dos rios da Amazônia. Em suas manifestações, ela tem reiterado que o modelo de desenvolvimento adotado pelo governo estadual prioriza a exploração de recursos naturais sem garantir a participação efetiva das populações locais nas decisões.
A polêmica se soma a outras discussões que marcaram o primeiro dia da COP30, evento que reúne lideranças mundiais, ambientalistas e representantes de comunidades tradicionais para debater soluções diante das mudanças climáticas e do avanço das atividades econômicas sobre a floresta amazônica.
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