Em discurso feito durante o evento religioso, Alfaia afirmou explicitamente que Renato Júnior deixaria de ser vice-prefeito no dia 30 de março, passando a comandar a prefeitura de Manaus. A declaração foi interpretada como sinal político em um momento em que lideranças locais intensificam debates sobre composição de chapas, partidos e alianças eleitorais, e o contexto eleitoral do Amazonas para 2026 já apresenta movimentações consolidadas.
“Nosso vice-prefeito Renato Júnior, ele é vice até o dia 30 de março. Dia 30 de março ele passa a ser o prefeito da cidade de Manaus, se Deus quiser”, disse o vereador.
Apesar dos rumores, o próprio prefeito já adotou discursos variados ao longo dos últimos meses. Em diferentes momentos, evitou confirmar candidatura, destacou o peso político do seu apoio eleitoral e também não chegou a afirmar publicamente que disputaria o governo estadual, o que mantém o cenário aberto a negociações e especulações políticas variadas.
Discursos como o de Eduardo Alfaia também já foram feitos por outras figuras políticas. No dia 6 de fevereiro, o presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Carlos Lupi, afirmou que Almeida será candidato na disputa pelo Governo do Amazonas com apoio da sigla. A fala ocorreu durante a posse de Sabá Reis como presidente estadual do PDT no estado.
“Eu quero dizer aqui como presidente nacional do PDT, ouça quem quiser, reclame quem não quiser, o David será o candidato a governador com o PDT apoiando”, declarou.
A eventual saída de David Almeida da prefeitura dependeria do calendário eleitoral e de decisões estratégicas partidárias. Caso isso ocorra, a sucessão municipal tende a ganhar protagonismo imediato no cenário político da capital amazonense, especialmente com a possibilidade de Renato Júnior assumir a gestão em um ano decisivo e pré-eleitoral.