*Da Redação do Dia a Dia Notícia
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) decretou a prisão preventiva dos policiais militares Miqueias Costa de Souza e Augusto Albuquerque da Silva. A decisão, que é um avanço no caso da morte do estudante Marco Aurélio Winholt, de 20 anos, foi tomada após o Ministério Público do Estado (MP-AM) comprovar que testemunhas foram ameaçadas e, por isso, faltaram às audiências. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (4), pela Revista Cenarium.
A decisão do juiz Fábio Lopes Alfaia, da 2ª Vara do Tribunal do Júri foi datada da última quarta-feira (30). O magistrado acatou o pedido do MP-AM e dos advogados da acusação, que argumentaram que a prisão dos PMs é necessária para garantir a continuidade do processo e a segurança pública.
Na decisão, o juiz ressaltou que a custódia cautelar se faz necessária devido à “periculosidade dos acusados”, que se manifestou no “modus operandi de suas condutas, somado ao fato de terem ameaçado as testemunhas de acusação”.
O estudante de Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) foi assassinado em outubro de 2023, na Comunidade Raio de Sol, Zona Norte de Manaus. Ele assistia a um jogo de futebol quando policiais militares chegaram ao local efetuando disparos. Marco Aurélio foi baleado enquanto tentava fugir, sem ter qualquer chance de defesa. A vítima estava desarmada e não possuía antecedentes criminais.
Na época, a Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) informou que as equipes estavam na comunidade para atender a uma denúncia sobre homens armados. Segundo a corporação, os suspeitos teriam fugido ao notarem a presença policial.
