De acordo com a investigação, conduzida pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), a influenciadora teria papel relevante na organização criminosa, que movimentava grandes quantias de dinheiro oriundas da venda de entorpecentes.
Nas redes sociais, onde reúne mais de 50 mil seguidores, ela compartilhava viagens frequentes, hospedagens em hóteis de alto padrão e uma rotina de ostentação que, segundo a polícia, era incompatível com a renda formal declarada por ela.
A operação cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão nos estados do Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Amazonas. Também foi determinado o bloqueio judicial de contas vinculadas a 50 empresas investigadas, com valores que podem chegar a R$ 15 milhões por empresa, além do apreensão de sete veículos de luxo.
Início das investigações
As investigações tiveram início em outubro de 2025, após a apreensão de 47,4 quilos de droga ‘haxixe’ e cerca de 1 quilo de ‘skunk’ em um apartamento desocupado no Riacho Fundo, no Distrito Federal. A partir daí, a polícia identificou uma rede estruturada para distribuição de drogas e outras práticas ilegais.
Segundo a PC-DF, o grupo utilizava empresas de fachada sediadas em São Luís (MA) e Goiânia (GO), além de plataformas ilegais de apostas online, para movimentar e disfarçar o dinheiro do tráfico. Parte dos valores adquiridos eram enviados em remessas milionárias à Manaus e outras cidades da região Norte, incluindo áreas próximas à fronteira. Ao todo, 29 pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em seu entorno.
Mirian Mônica da Silva Viana deve responder por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, e permanecerá à disposição da Justiça.