*Da Redação Dia a Dia Notícia
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27,9% das adolescentes no Amazonas deixaram de ir à escola ao menos uma vez no último ano por falta de absorventes. O dado considera estudantes de 13 a 17 anos. O percentual é superior à média nacional de 15%, colocando o Amazonas como o estado com maior índice do país.
De acordo com o ranking do levantamento, na sequência aparecem Roraima (23,5%) e Tocantins (23%), enquanto Santa Catarina registra o menor percentual, com 9,2%.
Realizada em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, a pesquisa abrange mais de 12,3 milhões de estudantes de escolas públicas e privadas em todo o Brasil e busca mapear condições de saúde e fatores, que impactam a vida escolar dos jovens.
Pobreza menstrual
Os dados evidenciam os efeitos da chamada pobreza menstrual, realidade que afeta diretamente a frequência escolar e pode trazer riscos à saúde quando envolvem uso de alternativas improvisadas para conter o fluxo menstrual.
O levantamento também mostra desigualdade no acesso ao item dentro das escolas. Na Região Norte, apenas 56% das estudantes estão matriculadas em instituições que oferecem absorventes, o menor índice do país. O Sudeste lidera, com 92%, seguido pelas regiões Sul (91%), Centro-Oeste (88%) e Nordeste (80%).
Iniciativa de combate do Governo do Amazonas
Em nota, o Governo do Amazonas informou que desenvolve ações para enfrentar o problema por meio do programa ‘Dignidade Menstrual’, coordenado pela Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome em parceria com a Secretaria de Educação. A iniciativa prevê a distribuição de absorventes para estudantes de 12 a 18 anos em situação de vulnerabilidade na rede estadual.
*Com informações do Portal G1 Amazonas.
