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‘Ex-ministro Mandetta será o primeiro convocado na CPI da Covid’, afirma Omar Aziz

Foto: Agência Brasil

*Alice Almeida – Redação Dia a Dia Notícia

O senador Omar Aziz (MDB), eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, nesta terça-feira (27), afirmou que o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deverá ser o primeiro a ser ouvido pela CPI, já na próxima terça-feira (4). A decisão segue uma sugestão do relator da CPI, Renan Calheiros (MDB).

“Enquanto estivermos trabalhando na CPI, nós continuaremos a ter óbitos no Brasil afora. […] Achar culpados não vai resolver a falta de vacina, medicamentos, EPI, UTI e oxigênio nos estados. Precisamos ter noção de tudo o que falhou no planejamento, por isso a nossa preocupação é começar com a cronologia do início”, afirmou Omar Aziz.

CPI da Covid escolhe Omar Aziz para presidente e Renan Calheiros será relator | A Gazeta

Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro ministro da Saúde do governo de Jair Bolsonaro, e estava no cargo quando a pandemia da Covid-19 teve início no Brasil, até ser deposto em 16 de abril de 2020. A CPI também deverá convocar todos os ministros da Saúde de Bolsonaro: Nelson Teich, Pazuello, e o atual, Marcelo Queiroga, além do ministro da Economia, Paulo Guedes, e os ex-ministros de Comunicação, Fábio Wajngarten, e de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Representantes de estados e municípios e autoridades da comunidade científica também deverão ser convocados para depor na CPI. O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede) afirmou que uma lista de 23 possíveis acusações, elaborada pela Casa Civil e revelada pelo portal UOL, irá ajudar a compor as investigações da CPI.

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza reunião para instalação e eleição para os cargos de presidente e vice-presidente.<br><br>A Comissão Parlamentar de Inquérito vai investigar as ações do governo federal no enfrentamento da pandemia e a aplicação de recursos da União transferidos para estados, Distrito Federal e municípios para essa finalidade. A reunião acontece no formato semipresencial por decisão do presidente do Senado Federal.<br><br>À mesa, em pronunciamento, vice-presidente da CPIPANDEMIA, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).<br><br>Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O documento, enviado para que os ministérios preparassem respostas, inclui acusações como: o governo federal recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer; o governo foi negligente com processo de aquisição e desacreditou a eficácia da Coronavac; o governo minimizou a gravidade da pandemia; o governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas; e o governo entregou a gestão do Ministério da Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização do MS).

Próximas reuniões

Na próxima quinta-feira (29), acontecerá a segunda reunião da CPI para aprovar o plano de trabalho da Comissão, e para votação dos primeiros requerimentos de informação e convocação. Duas sugestões de planos de trabalhos foram criadas antecipadamente pelos senadores Eduardo Girão e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Ambos os documentos dividem o trabalho em áreas temáticas, que poderão ser tratadas como “sub-relatorias”. As duas propostas incluem:

  • O emprego de verbas federais repassadas para estados e municípios;
  • As medidas sanitárias contra o vírus, incluindo prevenção (como isolamento social) e vacinação;
  • Insumos para o tratamento de pacientes, como remédios e oxigênio;
  • A situação do Amazonas, primeiro estado a reportar desabastecimento nos hospitais, no início do ano.

O plano de trabalho de Girão inclui ainda uma quinta sub-relatoria, que trataria de contratos e licitações firmados pelo poder público durante a pandemia.

De acordo com o relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros, nas próximas semanas, as reuniões ocorrerão nas terças e quartas-feiras e as primeiras atividades serão focadas em avançar a vacinação contra a Covid-19 no País.

“O primeiro desafio da Comissão Parlamentar de Inquérito é verificar uma maneira, seja qual for, para destravar a vacinação, para que o nosso país, recuperando o tempo perdido, possa ter acesso a vacinas e a insumos, para que a gente possa rapidamente cumprir esse calendário. Paralelamente, a CPI vai investigar se alguém colaborou para que essa ‘matança’ avançasse”, afirmou Renan Calheiros.

Membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) concedem entrevista coletiva, após instalação da comissão.<br><br>A Comissão Parlamentar de Inquérito vai investigar as ações do governo federal no enfrentamento da pandemia e a aplicação de recursos da União transferidos para estados, Distrito Federal e municípios para essa finalidade. <br><br>(E/D):<br>vice-presidente da CPIPANDEMIA, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); <br>relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL).<br><br>Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Ontem, uma decisão da Justiça Federal em Brasília chegou a suspender a indicação de Calheiros para atuar como relator, mas a liminar foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e a indicação se manteve.

Ao todo são 11 membros titulares e 7 suplentes na CPI da Pandemia. Está prevista a duração de 90 dias, que podem, no entanto, ser prorrogados se houver a apresentação de um novo requerimento. Confira a lista de senadores que compõem a CPI:

Titulares

  • Omar Aziz (MDB/AM) – presidente
  • Randolfe Rodrigues (Rede/AP) – vice-presidente
  • Renan Calheiros (MDB/AL) – relator
  • Eduardo Braga (MDB/AM)
  • Ciro Nogueira (PP/PI)
  • Eduardo Girão (Podemos/CE)
  • Tasso Jereissati (PSDB/CE)
  • Otto Alencar (PSD/BA)
  • Marcos Rogério (DEM/RO)
  • Jorginho Mello (PL/SC)
  • Humberto Costa (PT/PE)

Suplentes

  •  Jader Barbalho (MDB/PA)
  • Luis Carlos Heinze (PP/RS)
  • Marcos do Val (Podemos/ES)
  • Angelo Coronel (PSD/BA)
  • Zequinha Marinho (PSC/PA)
  • Rogério Carvalho (PT/SE)
  • Alessandro Vieira (Cidadania/SE)

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