*Da Redação Dia a Dia Notícia
A crise política no Nepal se agravou, nesta terça-feira (9), com a morte de Rajyalaxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro Khadga Prasad Oli. Segundo a emissora local Khabar Hub, ela foi vítima de um ataque incendiário contra a residência da família, em Katmandu, realizado por manifestantes que participam da onda de protestos, que têm se espalhado pelo país nas últimas semanas.
Testemunhas relataram que um grupo de insurgentes invadiu a casa, cercou Rajyalaxmi e ateou fogo ao imóvel enquanto ela ainda se encontrava dentro. Até o momento, não há confirmação de prisões ligadas ao episódio, mas a violência intensificou a pressão popular sobre o governo e seus representantes.
Os protestos no Nepal ganharam força após a polêmica decisão de banir o uso das redes sociais, medida que foi vista como uma tentativa de silenciar a população. Além disso, denúncias recorrentes de corrupção e o elevado índice de desemprego entre os jovens alimentaram o descontentamento generalizado.
Com a escalada da violência, que já resultou em dezenas de mortos, incluindo 19 pessoas após o incêndio ao Parlamento, o atual primeiro-ministro, KP Sharma Oli, decidiu renunciar ao cargo. Como parte das concessões às reivindicações populares, também revogou a proibição do uso das plataformas digitais.
A morte de Rajyalaxmi Chitrakar simboliza o grau extremo da crise social e política enfrentada pelo Nepal. O episódio expõe não apenas a fragilidade das instituições diante da pressão popular, mas também a urgência de soluções para combater a desigualdade, a corrupção e o desemprego, fatores que alimentam a instabilidade do país.
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