A deputada deu início à sua gestão como presidente da Comissão com a apresentação de uma série de medidas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e à ampliação da participação social no colegiado.
Combate ao feminicídio
Entre os primeiros requerimentos, a parlamentar solicitou a realização de uma audiência pública com a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, para discutir estratégias e ações do governo federal no enfrentamento ao feminicídio.
Participação da sociedade civil
A deputada também propôs a criação da “Tribuna da Mulher”, um espaço destinado à manifestação de representantes da sociedade civil e de movimentos feministas, a ser realizado antes das reuniões da comissão.
Moção contra conteúdo misógino
Outra medida foi a apresentação de uma moção de repúdio contra um jogo com teor misógino e de exploração sexual, desenvolvido por estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e inspirado no caso Jeffrey Epstein. Na justificativa, a deputada afirmou que iniciativas desse tipo demonstram falta de ética e empatia, contribuindo para uma cultura de violência contra as mulheres.
Críticas à trend nas redes sociais
A parlamentar ainda protocolou uma segunda moção de repúdio contra uma trend que circula no TikTok, em que homens simulam agressões contra mulheres após rejeições. Para Erika, esse tipo de conteúdo sustenta “os pilares da cultura do estupro” e não pode ser naturalizado nas plataformas digitais.
Erika Hilton deve presidir sua primeira sessão à frente da comissão nesta quarta-feira, 18, marcando também um fato histórico, sendo a primeira mulher trans a comandar a associação. A expectativa para a sessão, segundo a parlamentar, é avançar em pautas prioritárias e de consenso.