Entenda o caso
Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior serão julgados pelo Tribunal do Júri Popular após a Justiça considerar que há indícios suficientes para que o caso seja analisado por um grupo de jurados. O crime aconteceu em 8 de fevereiro, na saída de uma casa noturna no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul da capital amazonense.
De acordo com o Ministério Público, o ataque teria sido motivado por uma discussão dentro do estabelecimento. A investigação aponta que os acusados usaram um gargalo de garrafa para atacar as vítimas. Segundo a denúncia, Bruno teria se escondido para surpreender Mohamad, enquanto Robson distraiu o grupo para que eles não conseguissem escapar. Mohamad morreu no local e seu irmão sobreviveu com ferimentos.
Prisão preventiva e próximos passos
Durante a fase de instrução, foram ouvidas testemunhas, a vítima sobrevivente e um dos acusados. Robson não compareceu a algumas audiências e foi declarado revel — quando o réu não comparece a um ato processual sem justificar.
Os dois acusados estão presos preventivamente desde março. A prisão foi decretada por conta da gravidade do crime, para garantir a continuidade do processo e para assegurar a ordem pública, devido ao impacto do caso. A defesa dos réus ainda não se manifestou, mas eles podem recorrer da decisão antes que a data do júri popular seja marcada. Até o momento, não há uma previsão para o julgamento.
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