Principais participantes do ato
Parlamentares federais
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Deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG) – organizador da caminhada.
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Deputado federal Gustavo Gayer (PL‑GO) – coorganizador.
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Deputado federal André Fernandes (PL‑CE)
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Deputado federal Márcio Gualberto (PL‑RJ)
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Deputado federal Zé Trovão (PL‑SC)
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Deputado federal Carlos Jordy (PL‑RJ) – confirmou presença no movimento.
Vereadores
Parlamentares Estaduais
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Sargento Neto (PL-PB)
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Debora Menezes (PL-AM)
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Nikolas detalhou suas motivações. A expectativa do político é que sua chegada à Brasília, prevista para o próximo domingo, se una a uma manifestação e aglomeração maior de apoiadores.
“Eu, como deputado federal, junto a outros deputados e senadores, fico com o mesmo sentimento de vocês diante das prisões injustas do 8 de janeiro e a própria prisão do ex-presidente Bolsonaro, em relação a esse governo e ao Supremo Tribunal Federal. Eu tenho orado para que Deus me desse uma ideia sobre o que fazer, vim pensando e chegou o dia. Por isso, decidi caminhar até Brasília em um ato simbólico para poder trazer luz a todos os fatos que estão acontecendo”, afirmou o deputado.
Condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro
Após perder a eleição presidencial de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro e aliados passaram a questionar, sem provas, a validade das urnas eletrônicas. Em 8 de janeiro de 2023, apoiadores invadiram e vandalizaram prédios dos três poderes em Brasília, episódio que ficou conhecido como os atos golpistas de 8 de janeiro.
Investigações federais apontaram que Bolsonaro e um grupo de aliados teriam planejado permanecer no poder de forma irregular. A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-presidente por formação de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e crimes relacionados à tentativa de abolir o Estado democrático de direito.
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de participação em organização criminosa armada, tentativa de golpe, danos qualificados e ataque a patrimônio tombado. A decisão também tornou o ex-presidente inelegível até 2060. Após a condenação, ele passou a cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
Em 15 de janeiro de 2026, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a transferência do ex-presidente para a Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF (PM-DF), conhecido vulgarmente como ‘Papudinha’, onde estar alojado em uma sala de Estado-Maior, destinada a autoridades e certas categorias profissionais (como promotores, advogados e juízes).
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