Manaus, segunda-feira 19 de janeiro de 2026
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Em Belém, mais de 200 embarcações tomaram a Baía do Guajará em ato por justiça climática

Foto: Filipe Bispo/ Greenpeace

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Mais de 200 embarcações, com cerca de 5 mil participantes de 60 países, participaram da barqueata que marcou a abertura da Cúpula dos Povos, em Belém, nesta quarta-feira (12). O ato, realizado na Baía do Guajará, reforçou a defesa dos territórios e o pedido por justiça climática. Entre as embarcações estava o navio ativista Rainbow Warrior, do Greenpeace, que navegou com lideranças indígenas, integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens e representantes da organização ambiental de diferentes países.

Foto: Filipe Bispo/ Greenpeace

A barqueata que marcou a abertura da Cúpula dos Povos reuniu centenas de embarcações e lideranças de diferentes países nas águas da Baía do Guajará, em Belém. O ato simbólico percorreu cerca de sete milhas náuticas, partindo de quatro portos próximos à Universidade Federal do Pará (UFPA) até a Vila da Barca, área de palafitas que simboliza a resistência das comunidades urbanas diante da desigualdade social e ambiental.

Durante o trajeto, barcos de grande e pequeno porte exibiram faixas e cartazes denunciando as contradições da preparação de Belém para sediar a COP30. Um dos exemplos citados foi a promessa de instalação de uma estação de tratamento de esgoto na Vila da Barca, área historicamente negligenciada pelo poder público, enquanto bairros de classe média receberam obras de embelezamento para compor a paisagem turística da cidade.

As mensagens também destacaram a luta de pescadores e ribeirinhos que enfrentam diariamente os impactos da contaminação dos rios e das áreas costeiras pela mineração e por vazamentos de produtos químicos. Casos como os rompimentos das barragens da Vale, em Mariana (2015) e Brumadinho (2019), e o vazamento de mais de 25 mil barris de petróleo no rio Esmeraldas, no Equador, em março de 2025, foram lembrados como exemplos dos danos provocados pelo atual modelo de exploração dos territórios.

Os movimentos e organizações que integram a Cúpula dos Povos utilizaram a barqueata para denunciar a influência das corporações nas decisões das conferências climáticas e cobrar metas mais rigorosas nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), previstas no Acordo de Paris, para reduzir emissões e reparar danos socioambientais.

Entre as embarcações participantes esteve a Caravana da Resposta, mobilização que percorreu mais de 3 mil quilômetros entre Sinop (MT) e Belém (PA), reunindo mais de 300 lideranças indígenas, ribeirinhas, quilombolas e camponesas. A iniciativa, organizada pela Aliança Chega de Soja, com apoio da Cúpula dos Povos, partiu de Santarém no domingo (9) e se juntou ao ato em defesa dos territórios e por justiça climática.

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