*Da Redação Dia a Dia Notícia
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que a educação ambiental deve ser tratada com persistência e insistência, princípios que, segundo ela, a própria natureza ensina e que precisam ser incorporados às políticas públicas. A declaração foi feita, nesta terça-feira (22), durante a conferência de abertura do Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa, em Manaus.
Na ocasião, a ministra destacou o papel da educação ambiental como base para a formulação de políticas públicas fundamentadas em evidências. “Que todos os países e os educadores ambientais que estão aqui possam ser inundados pelo sentido de urgência e a persistência de fazermos agora, porque o futuro nada mais é do que um pretexto para que a gente possa fazer as coisas hoje”, ressaltou.
Marina Silva afirmou ainda que, por muito tempo, a ideia de proteger e restaurar a natureza foi adiada, mas que é o momento de enfrentar a emergência climática. “Chegou o tempo de olharmos para o problema da mudança do clima, porque ela é o armagedon ambiental que nós estamos vivendo”, declarou.
Cerca de 1,6 mil pessoas de dez países, entre representações de governos, universidades, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais, participam do evento que segue até sexta-feira (25/7), com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Para a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, o desafio está em aproximar e sensibilizar a sociedade sobre as questões ambientais. “Precisamos fazer com que as pessoas se aproximem da natureza, e isso significa encantar, despertar a curiosidade e o interesse e, principalmente, compreender a nossa responsabilidade em relação a ela”, pontuou.
Rita Mesquita sinalizou a necessidade de aprender uma nova forma de se relacionar com a natureza e apontou a educação como o “alicerce” para essa construção. “Pautar e discutir a centralidade da educação ambiental em todos os currículos, esferas e camadas é fundamental”, afirmou.
A conferência de abertura contou com a mediação da socióloga e diretora de Juventude da Guiné Equatorial, Sese Site, e do biólogo e secretário geral da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea), Pedro Martins.
Além do MMA, o VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa é organizado pelo Ministério da Educação (MEC), a Rede Lusófona de Educação Ambiental (Redeluso) e o governo do Amazonas.
Esta edição, que aborda o tema “Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver”, integra a agenda preparatória da COP30, Conferência do Clima da ONU que ocorre em novembro em Belém (PA).
A primeira edição do congresso foi realizada em 2007, em Santiago de Compostela, na Espanha. Já a segunda, foi promovida em Cuiabá (MT), no ano de 2013. Depois disso, a iniciativa passou a ocorrer a cada dois anos – 2015, em Torreira, em Portugal; 2017, em Ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe; 2019, em Arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau; 2021, em Mindelo, em Cabo Verde; e 2023, em Maputo, em Moçambique.
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