*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um desentendimento de trânsito envolvendo o advogado Robert Lincoln da Costa Areias e uma mulher, cuja identidade foi preservada, terminou em confusão na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), no bairro Cidade de Deus, zona Leste de Manaus, nessa sexta-feira,30. O episódio escalou para uma luta corporal entre o advogado e policiais civis.
Conforme as informações preliminares, uma discussão teve início após um acidente de trânsito envolvendo o advogado e uma mulher. Vídeos que circulam nas redes sociais registram o momento em que os dois batem bca no trânsito.
Nas imagens, é possível observar Robert Lincoln colocando a mão na cintura simulando estar armado e desferindo golpes contra o veículo da condutora. Um homem que estava com o advogado tentou conter os ânimos, enquanto a mulher que está dentro do carro bater boca com ele.
O grupo foi para a Delegacia da Mulher para o registro da ocorrência e dentro da unidade policial, o cenário de violência se intensificou. Relatos de testemunhas indicam que o advogado, inicialmente na condição de autor de violência e ameaça contra a mulher, passou a confrontar a autoridade policial.
Robert teria tentado interferir no trabalho dos agentes e proferido ameaças contra a Delegada de plantão, afirmando que faria ligações diretas ao Delegado Geral da Polícia Civil. A tensão atingiu o ápice quando houve luta corporal entre o advogado e os investigadores da Polícia Civil presentes no local.
Em nota oficial, a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB/AM) repudiou veementemente a conduta dos policiais civis, classificando-a como violenta.
“A OAB/AM reafirma que não vai admitir qualquer violação às prerrogativas da advocacia e adotará todas as providências institucionais cabíveis para a apuração dos fatos e responsabilização penal dos investigadores”, diz trecho da nota.
A Ordem destacou ainda que o advogado não foi preso em flagrante e deixou a unidade acompanhado pelo presidente da Comissão de Prerrogativas e que serão acionados o Ministério Público (PROCEAP) e a Corregedoria de Segurança Pública. A Comissão de Prerrogativas afirmou ainda que haverá pedidos de afastamento cautelar e exoneração dos investigadores envolvidos por suposto abuso de autoridade e uso indevido de arma de fogo.
A OAB/AM não se manifestou sobre as acusações de agressão e ameaça cometidas pelo advogado contra a mulher no início do conflito.
Em nota, a a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM)
disse que, “repudia a conduta desrespeitosa de um advogado investigado por descumprimento de medida protetiva contra sua ex-esposa, em episódio ocorrido nos dias 29 e 30 de janeiro de 2026, na Delegacia da Mulher – Norte/Leste.
Apos ter material desproporcional recusado nos autos, o advogado se exaltou dentro da unidade, perturbando o atendimento de vítimas em situação de vulnerabilidade. Em novo comparecimento, mesmo acompanhado por representantes da OAB, gravou videos em voz alta, desrespeitando o ambiente institucional e a privacidade das mulheres presentes. Diante da recusa em se retirar, foi necessario o apoio de policiais civis.
Seu filho foi autuado por lesão corporal e resistência ao investir contra um agente, e o advogado responderá por desacato e será investigado por calúnia, após divulgar alegações falsas de agressão, desmentidas por imagens internas e testemunhas.
A Polícia Civil reafirma o respeito ao exercício da advocacia, mas reitera que prerrogativas não se sobrepõem aos deveres de urbanidade, legalidade e respeito, especialmente em um espaço de acolhimento a mulheres vítimas de violência”,afirmou em nota

