Manaus, quarta-feira 4 de março de 2026
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Dia Internacional de Combate ao HPV reforça importância da vacinação em Manaus e no Brasil

Foto: Divulgação

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

O Dia Internacional de Combate ao HPV em 4 de março, é dedicado à conscientização da prevenção ao ‘papilomavírus humano’, uma das principais causas de câncer de colo de útero, ânus, pênis e orofaringe. A data reforça a importância da vacinação e da informação correta, lembrando que a proteção contra o vírus é possível, mas ainda representa um desafio de saúde pública no país. Em Manaus, a imunização está disponível gratuitamente pelo SUS e também na rede particular, que oferece a vacina Nonavalente, com maior cobertura contra tipos de alto risco.

O HPV é uma infecção frequentemente assintomática, podendo permanecer latente por anos. Quando manifesta sinais, podem surgir verrugas ou alterações celulares, especialmente em pessoas com imunidade baixa. O tratamento consiste na destruição das lesões, mas a prevenção por vacinação é a estratégia mais eficaz.

Dados nacionais

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil superou a média global de vacinação contra o HPV. Em 2024, a cobertura foi de 82% entre meninas de 9 a 14 anos e 67% entre meninos da mesma faixa etária. Apesar desse avanço, a adesão ainda é desigual entre regiões, prejudicando o impacto populacional da imunização. A meta nacional é atingir 90% de cobertura, considerado essencial para eliminar o câncer de colo de útero como problema de saúde pública até 2030.
Estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que a vacinação pode reduzir em até 58% os casos de câncer de colo de útero e em 67% as lesões pré-cancerosas graves entre mulheres jovens.

Situação e dados do Amazonas

Um estudo realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) analisou 17 mulheres com câncer de colo de útero tratadas na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCECON). A pesquisa identificou infecção por HPV em 82,3% das pacientes, associada ao uso de anticoncepcionais, baixos níveis de escolaridade e início precoce da atividade sexual.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa para o triênio 2026-2028 é de 19.310 novos casos de câncer de colo de útero no Brasil, com cerca de 620 casos no Amazonas e 430 em Manaus. O câncer de colo do útero é o segundo mais incidente na região Norte, com risco significativo para a população feminina.

Vacinação na rede pública

Em Manaus, a vacina contra HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS em todas as 31 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Clínicas de Saúde da Família (CSFs), que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Algumas unidades, como Tancredo Neves e Eduardo Vital, têm horário estendido até as 19h.

Público-alvo:

•Meninos e meninas de 9 a 14 anos;
•Jovens de 15 a 19 anos não imunizados (disponibilizado até o primeiro semestre de 2026);
•Pessoas com imunossupressão entre 9 e 45 anos;
•Pacientes com papilomatose respiratória recorrente (a partir de 2 anos).

Documentos necessários:

  • RG ou CPF;
  • Cartão SUS;
  • Carteira de vacinação.

Vacinação na rede particular

Na rede privada de Manaus, a vacina predominante é a Nonavalente (Gardasil 9), que protege contra nove tipos de HPV, incluindo cinco adicionais de alto risco em relação à versão quadrivalente do SUS. Indicada para crianças, adolescentes e adultos até 45 anos, o esquema geralmente prevê três doses.

Locais de vacinação particulares em Manaus:

•Centro de Vacinação Vacinar – referência com atendimento especializado;
•Vaxhal Vacinas – clínica focada em imunização;
•Farmácias Bemol Farma e Pague Menos – oferecendo Gardasil 9;
•Sabin Diagnóstico e Saúde – com opção de compra online.
A vacinação particular amplia a proteção para grupos que já passaram da faixa etária oferecida pelo SUS, garantindo cobertura contra os subtipos de HPV associados a diferentes tipos de câncer.

Principais medidas de prevenção

•Vacinação (SUS): Dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos; Pessoas imunossuprimidas (HIV, transplantados, pacientes oncológicos) de 9 a 45 anos e vítimas de violência sexual recebem a vacina em esquema de 2 ou 3 doses.
•Uso de preservativo: Camisinhas masculinas ou femininas reduzem o risco de transmissão, embora não protejam totalmente, pois o HPV pode infectar áreas não cobertas.
•Exame Papanicolau (preventivo): Fundamental para mulheres detectarem precocemente lesões precursoras do câncer de colo do útero.
•Vacina em clínicas particulares: A vacina nonavalente está disponível e amplia a proteção contra mais tipos de HPV.
•Evitar tabagismo: O fumo enfraquece o sistema imunológico e aumenta o risco de desenvolvimento de câncer em pessoas com HPV.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconheceu recentemente que a vacina nonavalente previne também cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço, além de sua proteção tradicional contra câncer de colo de útero, vulva, vagina e ânus, verrugas genitais e infecções persistentes.
Campanhas como o ‘Março Lilás’ reforçam a importância da imunização e da detecção precoce do câncer de colo de útero, promovendo conscientização sobre o HPV e ampliando o acesso à prevenção em todo o Brasil.

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