*Da Redação Dia a Dia Notícia
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou, nesta segunda-feira, 09, durante a abertura do ano legislativo da Câmara Municipal, que não descarta disputar o Governo do Amazonas em 2026. Apesar disso, ressaltou que seguirá alinhado ao vice-governador Tadeu de Souza (Avante), que também articula uma pré-candidatura ao cargo.
O prefeito negou qualquer movimento de pré-candidatura ao Governo do Amazonas e afirmou que sua gestão não está voltada para disputas eleitorais. “Nós não trabalhamos para isso, nós não estamos pensando em eleição, nós não estamos montando equipe”, declarou.
A fala foi uma reação ao lançamento de seu nome como possível candidato ao governo feito pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, na última sexta-feira (7), durante a posse do diretório estadual do partido, em Manaus. Questionado por jornalistas antes de entrar na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde participou da abertura do ano legislativo, Almeida tratou de rechaçar publicamente a possibilidade.
Ao comentar o cenário político, o prefeito também falou sobre o vice-governador Tadeu de Souza (Avante), aliado próximo e que está em vias de deixar o partido. Segundo Almeida, não houve conversa formal sobre eleições, mas fez questão de reforçar a parceria política.
“Com relação ao Tadeu, nós não conversamos sobre isso, mas aonde ele estiver, eu vou estar, e aonde ele estiver, eu estarei”, afirmou.
Tadeu de Souza não participou da sessão solene na Câmara Municipal, nem para prestigiar o aliado, nem como representante do governador Wilson Lima (União Brasil), o que alimentou especulações nos bastidores sobre rearranjos políticos em curso.
Apesar do discurso público de distanciamento do calendário eleitoral, gestos do prefeito indicaram movimentações políticas nos bastidores. Durante a abertura dos trabalhos legislativos, David Almeida convidou lideranças políticas do interior do estado para acompanhar a leitura da mensagem governamental aos vereadores.
Em seu discurso, o prefeito destacou a presença de vereadores e ex-prefeitos de outros municípios, como Herivânio Seixas, de Humaitá, movimento interpretado por aliados como uma tentativa de ampliar o diálogo político para além da capital.
As sinalizações ocorrem em meio ao aquecimento do cenário pré-eleitoral no Amazonas, marcado por articulações partidárias, lançamentos antecipados de nomes e reposicionamentos estratégicos de lideranças estaduais.
