*Lucas dos Santos – Especial para Dia a Dia Notícia
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), defendeu durante entrevista a proposta de reforma da previdência municipal, que aumenta a idade mínima de aposentadoria dos servidores, em especial dos professores ligados à Secretaria Municipal de Educação (Semed). O prefeito alegou que, sem a reforma, “em dez anos Manaus não terá dinheiro para pagar salários”. Nesta semana, membros do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) paralisaram suas atividades em protesto ao projeto de David Almeida, que aumenta o tempo de aposentadoria da classe em sete anos.
“Estamos propondo uma reforma que já está atrasada desde 2019. Do jeito que está indo a Previdência, daqui a 8 ou 10 anos não vai ter dinheiro para pagar os salários de quem está trabalhando hoje. Quem luta contra a reforma está prejudicando a si mesmo”, disse.
A fala do prefeito de Manaus ocorreu durante a abertura do 11º Encontro Nacional da Rede Brasileira de Institutos de Planejamento (InRede) nesta quinta-feira (25). David Almeida reiterou que os servidores atuais precisam se sacrificar agora “para evitar um colapso no futuro” e reiterou a defesa das novas regras na aposentadoria. Segundo o projeto enviado pelo município à Câmara Municipal de Manaus (CMM) no final de agosto, um dos pontos mais polêmicos é a idade mínima de 60 anos, mesmo com 25 anos de contribuição.
Outra mudança dura é a eliminação do acréscimo de 25% para aposentados por incapacidade permanente que precisam de cuidador, retirando um complemento essencial a quem depende de assistência diária. Para os professores, o impacto é desigual: enquanto os homens poderão se aposentar com cinco anos a menos de contribuição (25 em vez de 30), as mulheres terão de trabalhar sete anos a mais, passando de 50 para 57 anos a idade mínima.
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As declarações do prefeito de Manaus ocorrem na mesma semana em que professores paralisaram suas atividades em protesto contra o projeto. O coordenador da Asprom-Sindical, Lambert Melo, destacou que o movimento exige “a retirada e o arquivamento do projeto”.
