De acordo com o atestado de óbito, a morte foi registrada como ocorrida ‘em trânsito aeronave’, por volta das 17h30. As causas apontadas incluem insuficiência respiratória aguda, síndrome de Loeffler em estágio grave, uma inflamação pulmonar associada à presença de parasitas e ascaridíase, infecção provocada por vermes intestinais.
A criança estava doente desde a semana anterior e foi inicialmente levada da comunidade Xitei para a região de Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, onde permaneceu internada por dois dias. Com a piora do estado de saúde, foi solicitada a transferência para uma unidade hospitalar de maior complexidade na capital roraimense.
Registros médicos indicam que, horas antes da remoção, a criança apresentava quadro de desnutrição severa, doença diarreica aguda, desidratação e infecção parasitária, além de dificuldades para se alimentar e manter a medicação oral. O estado clínico incluía ainda sinais como irritabilidade, olhos fundos e episódios frequentes de vômito.
A solicitação de transporte aéreo foi feita ainda na manhã de sábado, mas a remoção ocorreu apenas horas depois. A demora no deslocamento e as dificuldades logísticas na região, que depende de condições climáticas e operacionais na floresta, são apontadas como fatores que podem comprometer atendimentos de urgência.
O caso ocorre em meio ao cenário de crise sanitária na Terra Indígena Yanomami, que enfrenta desafios relacionados ao acesso à saúde, desnutrição e doenças infecciosas.