*Da Redação Dia a Dia Notícia
O bairro da Compensa, na zona Oeste de Manaus, liderou a valorização dos preços de imóveis residenciais em 2025, segundo dados do Índice FipeZap. No sentido oposto, a Ponta Negra, bairro de alto padrão localizado na mesma região da cidade, registrou a segunda maior queda no valor dos imóveis, com retração de 4,3%, ficando atrás apenas do Centro, que apresentou redução de 9,4%.

De acordo com o levantamento, o preço médio do metro quadrado na Ponta Negra caiu de R$ 8.437 em dezembro de 2024 para R$ 8.076 em dezembro de 2025. No Centro, a desvalorização foi ainda mais acentuada, passando de R$ 6.038 para R$ 5.469 no mesmo período. Já na Compensa, o valor do metro quadrado subiu 19%, saltando de R$ 4.347 para R$ 5.176.
A Compensa é um dos bairros mais populosos de Manaus, com cerca de 95 mil habitantes, e ocupa uma área de 508,27 quilômetros quadrados. A região se formou a partir de ocupações urbanas e, nos últimos anos, passou por processos de adensamento e maior dinamismo no mercado imobiliário.
Em contraste, a Ponta Negra é reconhecida como uma das áreas mais valorizadas da capital amazonense, marcada pela presença de condomínios residenciais de alto padrão e pela orla do Rio Negro, onde está localizada a praia da Ponta Negra, um dos principais cartões-postais da cidade. O bairro integra, junto com regiões como Adrianópolis, o grupo dos endereços mais valorizados de Manaus.
No acumulado de 2025, os preços médios dos imóveis residenciais em Manaus apresentaram alta de 4,29%, com avanço de 0,23% apenas no mês de dezembro. Apesar da elevação, o resultado ficou abaixo da média nacional, que atingiu 6,5%, segundo o FipeZap. O preço médio do metro quadrado na capital amazonense encerrou o ano em R$ 7.189, inferior à média nacional de R$ 9.611.
O Índice FipeZap é o primeiro indicador com abrangência nacional voltado ao acompanhamento dos preços de imóveis residenciais e comerciais. As variações são calculadas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de anúncios de venda e locação publicados nos portais do Grupo OLX, como Zap, Viva Real e OLX. No segmento residencial, o índice acompanha apartamentos prontos em até 56 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.
No mercado de locação, o preço médio do aluguel residencial no Brasil subiu 13,5% em 2024, conforme o Índice FipeZap. O valor médio do metro quadrado alcançou R$ 48,12, superando a inflação oficial medida pelo IBGE, que fechou o ano em 4,83%.
Apesar da alta expressiva, o resultado representa uma desaceleração em relação aos anos anteriores, quando o índice avançou 16,55% em 2022 e 16,16% em 2023. São Paulo, Florianópolis e Recife lideraram as altas no aluguel, enquanto Manaus ocupou a oitava posição no ranking nacional.
O levantamento é realizado em parceria entre a plataforma Zap e a Fipe, instituição ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). A pesquisa acompanha os preços de locação de mais de 166 mil apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras.
A elevação do aluguel em 2024 foi quase o triplo do IPCA e também superou o IGP-M, tradicionalmente utilizado como índice de reajuste de contratos, que encerrou o ano com alta de 6,54%. Segundo a Fipe, o aumento do aluguel também foi superior ao crescimento dos preços de venda dos imóveis residenciais, que subiram 7,73% no mesmo período.
Entre os tipos de imóveis, os apartamentos de um quarto apresentaram a maior alta no aluguel, com avanço de 15,18%, além de registrarem o metro quadrado mais caro, cotado em média a R$ 63,15. Os imóveis de dois quartos tiveram preço médio de R$ 44,84 por metro quadrado.
No recorte por capitais, Salvador liderou a valorização do aluguel em 2024, com alta de 33,07%, seguida por Campo Grande (26,55%) e Porto Alegre (26,33%). Maceió apresentou o menor aumento, de 3,35%, sendo a única capital com variação abaixo da inflação oficial.

