Manaus, segunda-feira 16 de fevereiro de 2026
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Com substância inédita, cientista Tatiana Sampaio reacende esperança contra tetraplegia; seis pacientes recuperaram o movimento

Foto: Reprodução/Internet

*Da Redação Dia a Dia Notícia 

Uma pesquisa liderada pela cientista brasileira Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vem chamando atenção da comunidade científica ao desenvolver uma molécula experimental, chamada de Polilaminina, capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados na medula espinhal. O estudo é resultado de décadas de pesquisa, abrindo caminhos para novas abordagens no tratamento de lesões graves que ainda são consideradas irreversíveis. Embora a tecnologia ainda esteja em fase experimental, já é considerada um dos maiores avanços da medicina brasileira nas últimas décadas, podendo render ao país O Prêmio Nobel de Medicina.

A substância principal do estudo é uma forma estabilizada da proteína laminina, fundamental para a organização e comunicação entre células do sistema nervoso. Os estudos indicaram que a ‘Polilaminina’ pode atuar favorecendo o crescimento de axônios, reduzir inflamações e ajudar a reorganizar o ambiente celular após lesões neurológicas.

Pacientes que apresentaram primeiros resultados clínicos

Os primeiros estudos clínicos indicaram avanços considerados históricos para seis pacientes com lesões graves na medula espinhal. Nos primeiros experimentos, um paciente que sofreu fratura cervical após um acidente de automóvel apresentou recuperação completa após cerca de um ano de tratamento.

Outro caso muito citado durante os estudos, mostra que um paciente tetraplégico crônico conseguiu recuperar movimentos nos braços, resultado considerado altamente significativo dentro da neurologia clínica.

No entanto, os resultados estão sendo avaliados com cautela pela comunidade científica, já que a aplicação em larga escala exige testes clínicos controlados, validação internacional e aprovação de órgãos reguladores. Ainda assim, especialistas consideram que os dados indicam ganho de mobilidade, coordenação e força muscular aos pacientes, logo nas fases iniciais dos estudos.

Carreira científica e vida acadêmica da pesquisadora Tatiana Sampaio

Tatiana Coelho de Sampaio é bióloga especializada em biologia celular e regenerativa, com formação acadêmica voltada ao estudo da matriz extracelular e do papel das lamininas no desenvolvimento e organização dos tecidos nervosos.

Desde os anos 2000, atua como professora e pesquisadora universitária na UFRJ, liderando laboratório voltado à recuperação de tecidos do sistema nervoso e orientando estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, colaborando com a formação de novos cientistas e fortalecendo a biotecnologia brasileira.

Ao longo da carreira, publicou artigos científicos, participou de congressos internacionais e colaborou com grupos de pesquisa no Brasil e no exterior.

Linha de pesquisa e nascimento da nova substância

A pesquisa que levou ao desenvolvimento da polilaminina nasceu de estudos sobre como proteínas da matriz extracelular podem estimular regeneração neural, área considerada uma das mais complexas da biologia moderna. O avanço representa um marco para a ciência brasileira e para a medicina global.

Caso os resultados sejam confirmados em larga escala, a tecnologia pode transformar o tratamento de lesões medulares, ampliando a independência de pacientes com paralisia. Além do impacto médico, a pesquisa gerou fortalecimento à produção científica brasileira.

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