*Da Redação Dia a Dia Notícia
O Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 23, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia resultar na cassação de seu mandato e na declaração de inelegibilidade. A carta de renúncia foi entregue à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro no período da noite. Já a cerimônia de encerramento ocorreu no Palácio Guanabara, onde Castro fez um balanço das ações de sua gestão e confirmou a saída do cargo.
Em entrevista coletiva na sede do governo do Rio, Castro fez um balanço de sua gestão, citou uma série de entregas e lembrou sua chegada ao Palácio Guanabara, em 2019, “de forma completamente improvável”, como descreveu. Ele foi eleito vice-governador em 2018, na chapa do ex-juiz Wilson Witzel, e assumiu o mandato após o impeachment do titular; depois, Castro se reelegeu em 2022.
“Hoje, eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida”, disse Castro.
Previsto para as 16h30, o evento atrasou cerca de duas horas. Entre os presentes no Palácio Guanabara estavam aliados de Castro que serão candidatos na mesma chapa neste ano, como o ex-secretário de Cidades, Douglas Ruas, pré-candidato do PL ao governo, e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), cotado para concorrer ao Senado ao lado de Castro.
Também participaram deputados estaduais da base governista, como Fred Pacheco (PMN) e Alexandre Knoploch (PL).
A saída ocorre em meio à crise política provocada pelo processo na Justiça Eleitoral e abre caminho para a realização de uma eleição indireta da Assembleia Legislativa do Rio, que escolherá um novo governador para cumprir o mandato-tampão até o fim de 2026.
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