Além disso, o magistrado determinou medidas cautelares contra Raiza e a médica. Entre elas, está o comparecimento mensal em juízo para justificar suas atividades. Elas também não podem deixar a Região Metropolitana de Manaus sem autorização judicial e devem manter distância mínima de 200 metros da família da vítima e das testemunhas.
A decisão foi tomada durante as investigações sobre a morte de Benício, em novembro do ano passado. Inicialmente, a criança deu entrada no Hospital Santa Júlia com suspeita de laringite. No entanto, segundo a polícia, a médica Juliana Brasil prescreveu adrenalina de forma incorreta. Ela aplicou a medicação na veia, quando na verdade o protocolo indicava o uso inalatório. Em seguida, Benício sofreu seis paradas cardiorrespiratórias antes de morrer na unidade de saúde.
Sobre o caso
Benício morreu em 23 de novembro após receber adrenalina diretamente na veia durante atendimento hospitalar. Segundo a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu.
A médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, que aplicou a medicação, são as principais investigadas. As duas foram afastadas das atividades profissionais por decisão judicial e estão proibidas de atuar por 12 meses. Não há prisões decretadas até o momento.
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