Segundo os peritos, o sistema funcionava conforme projetado: todas as informações da prescrição, como medicamento, dosagem, via de administração e forma de registro, foram processadas, salvas e encaminhadas à farmácia sem inconsistências ou alterações automáticas.
A perícia constatou que, ao selecionar ‘Adrenalina (Epinefrina) 1 mg/ml injetável’, o sistema sugere automaticamente a via intravenosa, por configuração hospitalar, mas o médico pode alterar a via antes de confirmar a prescrição. Testes controlados mostraram que qualquer mudança feita pelo médico é corretamente registrada pelo sistema, sem reversão automática. O laudo também destacou que, ao prescrever adrenalina, o sistema restringe a via à intravenosa, mas apenas mediante escolha deliberada do profissional.
A análise incluiu logs, banco de dados, capturas de tela e vídeos, sem identificar falhas, instabilidades ou comportamentos anômalos. Os peritos observaram que, mesmo sem acesso ao código-fonte, o Tasy operou de forma regular e refletiu fielmente as decisões do médico no atendimento.
Perícia – motivações
A defesa da médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, apresentou um vídeo alegando falhas no sistema, sustentando que a anotação de adrenalina intravenosa teria sido causada por alteração automática do software, enquanto a médica teria registrado via inalatória. Segundo os advogados, outros profissionais também relataram instabilidades no sistema naquele dia.
Em resposta, o delegado do 24° Distrito Integrado de Polícia, Marcelo Martins de Almeida Silva, solicitou perícia no equipamento do hospital, para averiguar as circunstância que levaram à fatalidade naquele dia.
Investigações:
Com a nova constatação da falta de falhas por parte do sistema do hospital, as investigações devem manter o foco nas condutas dos profissionais envolvidos.
*Com as informações são do Portal Amazonas Atual