*Da Redação Dia a Dia Notícia
Novas provas obtidas pela Rede Amazônica e pelo g1, revelam que a médica Juliana Brasil trocava mensagens para vender maquiagem no momento em que atendia o menino Benício Xavier, de 6 anos, em Manaus. A criança sofreu uma overdose de adrenalina e morreu após o procedimento, no dia 23 de novembro de 2025. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também apontou que o vídeo apresentado pela profissional à Justiça foi adulterado.
As mensagens extraídas do celular da médica Juliana Brasil mostram que ela utilizava o aparelho enquanto o estado de saúde da criança se agravava. Segundo o relatório, durante o período em que o menino apresentava dificuldades para respirar após a administração de adrenalina, a profissional chegou a conversar com uma conhecida sobre a venda de produtos de maquiagem, enviando valores e chave Pix.
Manipulação da provas
A investigação também apontou indícios de tentativa de manipulação de provas. Conforme o delegado Marcelo Martins, o vídeo apresentado pela defesa da médica à Justiça teria sido adulterado para sustentar a versão de que o erro no atendimento foi causado por uma falha no sistema do hospital. A análise do celular indica que a própria médica teria articulado a produção do material, com participação de terceiros.
Ainda de acordo com a polícia, perícias técnicas realizadas no hospital descartaram falhas no sistema, reforçando a suspeita de que o conteúdo foi alterado para induzir erro no processo judicial. Diante disso, o inquérito passou a incluir a apuração do crime de fraude processual.
Relembre o caso
O caso ocorreu em 23 de novembro de 2025, quando Benício deu entrada no Hospital Santa Júlia, em Manaus, com sintomas considerados leves, como tosse seca. Após prescrição médica, ele recebeu adrenalina por via intravenosa, procedimento apontado pelas investigações como inadequado para o quadro clínico. Em seguida, apresentou piora rápida e sofreu múltiplas paradas cardíacas, não resistindo.
A investigação está em fase final e aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML), que deve esclarecer a causa da morte e a responsabilidade dos envolvidos.
