*Da Redação Dia a Dia Notícia
A defesa da médica Juliana Brasil, investigada pela morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, em Manaus, solicitou à Justiça o afastamento do delegado da Polícia Civil do Amazonas, Marcelo Martins, responsável pela investigação do caso. No pedido, os advogados apontam suposto vazamento seletivo de informações de um processo que está sob sigilo, além de acusarem o delegado de distorcer conteúdos da investigação.
Segundo o advogado Sérgio Ricardo Menezes, as declarações do delegado sobre dados do processo que tem tramitado em sigilo, podem influenciar negativamente a opinião pública e comprometer a imparcialidade da investigação. Além disso, o advogado solicitou que o delegado seja intimado a prestar esclarecimentos sobre o suposto vazamento de informações sigilosas e que seja apurado se houve violação de sigilo funcional ou abuso de autoridade.
O pedido da defesa surge após o vazamento de relatório de extração de dados do celular de Juliana, que indicaria que ela buscou orientação de quatro colegas médicos por não saber como agir com o paciente e, antes do encaminhamento à UTI, chegou a responder mensagens sobre a venda de maquiagens.
Segundo a defesa, o vídeo em questão mostra o manuseio de um sistema chamado ‘Tasy’, usado em hospitais, e foi solicitado por Juliana a colegas de outro hospital para produzir prova técnica, sem qualquer pagamento ou fraude, contrariando a narrativa divulgada.
“Não houve pagamento, não houve fraude, não houve qualquer irregularidade. Ainda assim, essa realidade foi omitida. Em seu lugar, foi divulgada a versão de que a enfermeira Manuela teria recebido valores para produzir um suposto vídeo fraudulento. Trata-se de afirmação inverídica”, afirmou a defesa.
Leia na íntegra a nota oficial da defesa veiculada pelo Portal Amazonas Atual clicando aqui.
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