*Da Redação Dia a Dia Notícia
Um casal que administrava um orfanato, constava na lista de procurados da Interpol e é investigado por crimes sexuais contra vulneráveis, foi preso nessa quarta-feira, 04, em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Federal, Gledson Braga Evangelista, de 61 anos, e Célida Maria Pires Berto Braga, de 69, adotaram cerca de 49 crianças ao longo dos anos. As investigações apontam que pelo menos oito crianças teriam sofrido abusos sexuais. Também há suspeita de comercialização de imagens do crime.
Segundo a Polícia Federal, ao longo de vários anos, o casal adotou 49 crianças, que teriam vivido sob a guarda deles enquanto administravam um orfanato. As investigações apontam que ao menos oito menores teriam sido vítimas de abusos sexuais cometidos pelo casal. Além disso, há indícios de que os crimes teriam sido registrados em imagens e compartilhados com pessoas em outros países, o que motivou a inclusão dos nomes na lista de procurados da Interpol.
Ainda de acordo com a PF, o casal já possui condenações anteriores por crimes graves, como estupro e sequestro, o que reforçou a necessidade da prisão. A localização dos investigados em Matozinhos foi possível após troca de informações entre autoridades brasileiras e organismos internacionais.
Ficha criminal
Segundo o B.O registrado, os crimes contra as crianças começaram no final da década de 1990. Não foi informado se eles seguiam tendo contato com os menores nem se os crimes eram praticados atualmente.
Suspeitos negaram ter material ilícito
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem chegou a tentar sair de carro de casa ao perceber que policiais se aproximavam. Após serem cercados, no entanto, os suspeitos não resistiram à prisão. Eles negaram ter material ilícito em casa, mas afirmaram ter conhecimento das condenações penais.
Determinação da justiça
Após a prisão, os dois foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. O material apreendido durante a operação será analisado e deve contribuir para o aprofundamento das investigações e eventual identificação de outras vítimas.
A Polícia Federal informou que o caso segue sob investigação, inclusive com cooperação internacional, devido à suspeita de disseminação de imagens de abuso sexual infantil no exterior. As autoridades também avaliam se há outras vítimas que ainda não foram identificadas. O inquérito corre sob sigilo para preservar as crianças e adolescentes envolvidos.
